Esconder a acção táctica

Publicamos um novo sub-tema na área Ideia de Jogo proposta. Trata-se de uma qualidade da Acção táctica, o Esconder a acção táctica. Acompanhamos o texto com uma compilação em vídeo de diversas situações ilustrativas da importância desta qualidade em várias acções de jogo.

“Contudo, esta preocupante tendência não se esgota na formação, tendo repercussões claras no presente e no futuro desempenho dos jogadores de rendimento superior. Este facto induz Valdano (2007c) a referir que os futebolistas actuais, em geral, seriam bons candidatos a genros: disciplinados, obedientes, sinceros… Acrescentando, no entanto, que os mesmos se esquecem que a arte do futebol, como a da guerra, é a arte do engano. Fazer crer ao adversário algo diferente daquilo que vamos realmente fazer é a maneira de ganhar tempo, de fabricar espaços, de conseguir vantagem. Garrincha enganava com a finta, Laudrup com o passe, Cruyff com a velocidade. No reportório criativo de todos os grandes jogadores, incluindo os defesas, “a arte do engano” foi sempre o melhor veículo que o talento utilizou para expressar a sua singularidade.”

(Hélder Fonseca & Júlio Garganta, 2006)

Uma linha de contenção perante bola no interior da grande-área. Outro exemplo.

Na semana passada publicámos o sub-princípio defensivo Uma linha de contenção perante bola no interior da grande-área. Analisando, por outras razões, o jogo entre Real Sociedad e Paris Saint Germain da presente edição da Liga dos Campeões deparámo-nos com mais uma situação que expõe a necessidade deste sub-princípio. Deste modo, o alinhamento da última linha e a proximidade entre, pelo menos, os dois defensores mais próximos da bola não é um mero detalhe, exagero ou extravagância. É que, como a situação ilustra, por centímetros, passa a haver ângulo de finalização, a bola passa e é obtido golo.

É verdade que há muito mérito de Mbappé, nomeadamente quando simula o remate e dá mais um toque para o interior do campo, abrindo mais espaço para ganhar ângulo de finalização, no entanto, desde o momento inicial que os dois defensores mias próximos de si não estavam alinhados e a procurar reduzir o espaço entre ambos e para poder alvejar a baliza. A bola sai extremamente colocada ao segundo poste, porém caso o defensor em cobertura defensiva tivesse lado a lado com o companheiro em contenção, a bola não passaria.

Quando Mbappé simula e conduz para dentro, Traoré (em cobertura defensiva) deveria se ter aproximado e alinhado com Zubeldía (em contenção). Com esta acção os restantes dois jogadores posicionados na última linha deveriam alinhar-se por Traoré e Zubeldía reduzindo o espaço à sua frente e colocando-se mais próximos de reagir a uma possível dobra aos companheiros ou à reação a uma segunda bola que ressaltasse destes.

“Outro aspecto determinante para a consecução do encurtamento dos espaços é a regra do fora de jogo. A sua existência possibilita a diminuição da profundidade do processo ofensivo adversário e, portanto, dificulta a criação de espaços livres (Yagüe Cabezón, 2001, cit. por Amieiro, 2004).”

(Pedro Soares, 2009)

Uma linha de contenção perante bola no interior da grande-área

Publicamos um novo sub-tema na área Ideia de Jogo proposta. Trata-se do sub-princípio defensivo Uma linha de contenção perante bola no interior da grande-área. Sendo uma ideia que pode surgir tanto em Transição Defensiva como em Organização Defensiva, é neste último momento do jogo em que surge mais vezes no jogo.

“Trata-se de um sub-princípio que pode ser explorado em descoberta guiada. Por exemplo, um jogo reduzido no interior da área proporcionará que este género de situações aconteçam e que as equipas sofram golos por ausência do sub-princípio. Nesse momento o treinador pode parar a situação, questionar os jogadores e conduzir o diálogo à necessidade e importância deste comportamento.”

Remate de bico

Publicamos um novo sub-tema na área Ideia de Jogo proposta. Trata-se de uma Acção Individual Ofensiva de Remate, o Remate de bico. Deixamos um excerto da página.

(…)

“Esta ideia é reforçada com a realidade do Futsal. Um jogo em espaço não curto, com quase permanente pressão sobre a bola, muitas disputas, uma baliza pequena mas também defendida por um Guarda-Redes, induziu o desenvolvimento de outros recursos aos jogadores. O remate e o passe de bico foi um deles. Isto porque o mesmo implica uma execução mais rápida, maior espontaneidade e consequentemente menor capacidade de resposta da oposição e também, quando bem executado, maior precisão. Este facto resulta desta superfície de contacto do pé ser muito menor, e como tal permitir uma sensibilidade muito mais precisa com a superfície de contacto da bola e dessa forma possibilitar uma maior colocação do remate ou passe. Nesta perspectiva, um paralelismo interessante ao remate de bico é o taco e a bola de bilhar.”

(…)

“Não tem padrão

a precisão,

o exacto

depende de cada acto,

na semelhança da configuração

a dimensão técnica está no padrão,

configurando a variabilidade

que como execução

só o exacto da precisão

acerta com complexidade.”

(Vítor Frade, 2014)

“Quando eles começam a sentir o gosto por aquilo que estão a fazer…”

“Uma equipa pode jogar de qualquer maneira. É mesmo assim: de qualquer maneira. Desde que se trabalhe de modo a sistematizar as coisas para esse objectivo, de maneira a que todos acreditem. Se o treinador acredita; se os adjuntos acreditam; se os jogadores acreditam, tudo é possível.”

(José Mourinho, 2004) citado por (João Romano, 2007)

Qualidade colectiva e qualidade individual. Rodrigo Mora dá o exemplo.

Os princípios de jogo e a necessidade dos mesmos na resolução de uma situação de contra-ataque 2×2+GR III. Desta vez acrescentando pensamento divergente.

Acções Individuais Defensivas

Publicámos uma nova página no trabalho Saber Sobre o Saber Treinar. Inserido na Ideia de Jogo, trata-se de uma introdução às Acções Individuais Defensivas. Sendo um introdução desenvolvemos ideias gerais sobre as mesmas e identificamos, segundo a nossa perspectiva, as que integram a nossa Ideia de Jogo. A sua explicação uma a uma ficará para sub-páginas dedicadas às mesmas.

“(…) do ponto de vista da acção defensiva, por exemplo, podemos / devemos avaliar o desempenho individual na tabela (jogador perde o domínio espacial em relação ao marcador directo), na cobertura (salta na pressão quando devia manter posição), no cruzamento (perde domínio do campo visual e, consequentemente, a orientação corporal), no desarme / tempo de entrada (toma a iniciativa quando devia ter temporizado) ou posicionamento / deslocamento (devia ter acompanhado a desmarcação / não soube retirar a profundidade).”

(Miguel Quaresma, 2021)

Os princípios de jogo e a necessidade dos mesmos na resolução de uma situação de contra-ataque II. Agora em 3×3+GR e 1×1+GR. Mas também o pensamento divergente de David Neres. Exemplos do Benfica x Vizela.

Acções Individuais Ofensivas | Drible | Bergkamp turn

Publicámos uma nova página no trabalho Saber Sobre o Saber Treinar. Inserido na Ideia de Jogo, trata-se de uma Acção Individual Ofensiva, mais especificamente, um Drible: o Bergkamp turn.

“Se conhecerem alguém que jogue melhor do que ele, avisem-me”. E eu digo: Se tiver existido um jogador superior a ele em termos técnicos, convido a deixarem o nome na caixa de comentários. Bergkamp nem se destacava especialmente pelos dribles, mas era o rei da técnica, em todas as dimensões. Técnica de passe, técnica de recepção, técnica de remate, técnica de condução…tudo parecia fácil nos pés do holandês que fez alguns dos mais incríveis golos da primeira década do novo século.”
(Arsène Wenger)

 

 

Os princípios de jogo e a necessidade dos mesmos na resolução de uma situação de contra-ataque 2×2+GR

A especificidade e a Especificidade do Programa de Treino

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