Coragem… Específica III

“Because life constantly poses challenges, living demands courage.”
Manuel Neuer

Drible | Simulação + Túnel

“Ser mais rápido e mais forte não garante sucesso na hora em que o pé toca na bola.”
(Pedro Bouças, 2015) a propósito de Cristiano Ronaldo

A natureza do jogo: o caos a desordem e incerteza III

“Para o detalhe não existe equação.”
(Vítor Frade, 2013)

A natureza do jogo: o caos a desordem e incerteza II

“(…) se o comportamento fosse determinado previamente a nível cognitivo, a adaptabilidade ao contexto seria impossível, uma vez que o contexto está em constante mudança.”
(Araújo, 2003), citado por (Campos, 2008)

Intensidade VI

“(…) o problema não é só do futebol, mas de uma sociedade em constante mudança, fruto de uma evolução tecnológica que promoveu o imediatismo como norma. A essência pela qual as coisas se faziam perdeu-se. No meu tempo tinha de passar por muitíssimo para ter dinheiro para comprar uma caderneta de futebol. Hoje, compram-se os cromos todos da caderneta de uma vez só, para despachar. Queremos tudo para ontem, sem percorrer o trajeto. A sociedade atual criou outro tipo de homem, e creio que somos atualmente mais filhos da sociedade do que dos nossos pais. Falta rua no jogar e bairro no viver.”
Juanma Lillo citado por (Cabral, 2016)

“Quero que a minha equipa regresse a esses tempos, mas é muito difícil. Os jogadores aceleram o jogo porque o público os obriga a isso. Atualmente, os adeptos não toleram um passe para trás, começam logo a assobiar. Já um alívio para as bancadas… festejam como se fosse um golo. É o contexto social.”
(Jorge Sampaoli, 2019)

“Um jogo constante de identificar o contexto, perceber o espaço, procurar as superioridades numéricas de forma pausada para nunca colocar em causa a posse. Depois de espaço e superioridade ganha, o click surgia e os criativos e velozes aceleravam na frente e criavam situações de golo em catadupa. No fundo, pausa, pausa, pausa, e aceleração depois de desequilibrio criado. Tal como deve ser! Ao invés de usar somente a velocidade para forçar o desequilibrio. Critério!”
(Pedro Bouças, 2017)

Criatividade III

“É evidente que a criatividade que um indivíduo como central tem que revelar é diversa daquela que tem que revelar um gajo que joga num sector mais avançado, mas é absolutamente imprescindível que dentro dos contextos surja, a originalidade na situação ou na solução. E essa é da responsabilidade de quem?! Dos jogadores, mas só se eles forem criados e treinados a ter que pensar, a ter que decidir, a ter que sentir, a tomada de decisão tem que ser deles. A tomada de decisão é em função de um propósito geral, portanto da intenção prévia que eles sabem que existe, mas no agir tendo em conta as circunstâncias. Resolvem melhor ou pior em função da habituação que têm e da capacidade de poder decidir, isto é, escolher… portanto contempla, é absolutamente indispensável que se promova. Agora como diria o Valdano “não há criatividade sem ordem”.”

(Vítor Frade, 2013)

Construção pela primeira linha

“Dar protagonismo aos centrais é acreditar que eles são capazes de fazer algo mais, do que um passe de cinco metros para o craque que vem “buscar jogo”.”

(Bruno Fidalgo, 2016)

Passe

“(…) não há diversão igual aquela que se retira quando se consegue jogar de olhos fechados. Aquela que sentimos quando as coisas saem com um entrosamento tal que deixamos o adversário só a cheirar a bola, e isso só se consegue quando sabendo onde estão e onde vão aparecer os 11 colegas que estão no campo, vamos circulando a bola e desmarcando”.

(Pedro Bouças, 2011)

Último passe

“Deixa pronto para os demais
Próximo da baliza adversária,
é talento p’ros geniais
quer dentro quer fora d’área.”
(Frade, 2014)

Lionel Messi

“Que ahora, con casi 30 años que tiene, el loco se gambetea a los mismos cinco tipos de siempre pero cuando tiene que hacerlo, no en todas. Ahora juega mejor, porque elige todo bien, porque hace todo bien. Ahora asiste, se frena, hasta provoca las faltas donde quiere patear los tiros libres. Y después los mete. Messi está en otro escalón. Ha ido modificando su estilo, no sé si conscientemente o no, y hoy se puede decir que entiende todo. A mí me pasa algo cuando veo a Messi en cualquier partido: “Ninguno jugó como este”, digo. Y cuando veo videos de Maradona, me pasa lo mismo. Y cuando veo otra vez a Messi, me pasa lo mismo (risas). El tema es que Messi lo hace todos los partidos, no sé cuántos de los grandes monstruos de la historia del fútbol jugaron así todos los partidos, realmente no sé.”

(Pablo Aimar, 2017)

Valorização da posse de bola

“(…) é importante para uma equipa SENSÍVEL ter outras formas de criar e explorar espaços. Temporizar a bola e ter a sua posse nas zonas mais recuadas pode ser um meio muito mais fácil de conseguir aquilo que pretende. Trata-se, em suma, de conseguir conter os seus desejos imediatos para os conseguir satisfazer em momentos mais adequados.”
(Marisa Gomes, 2010)

Contra-ataque

“(…) o contra-ataque organizado permite-nos, depois de termos recuperado a bola, usar a nosso favor o que deveria ser um momento de pressão por parte dos adversários. Esta estratégia consiste em atacar (velozmente) o espaço que há nas costas dos adversários com um passe direto a um companheiro que se oferece em profundidade. É uma solução tática que permite usar de maneira óptima a superioridade numérica que se cria e, para a empregar o melhor possível, é necessário compreender que a mesma só será realmente eficaz com certos movimentos coletivos correctos.”
(Carlo Ancelotti, 2013)

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