“Tinha o desejo de se tornar o melhor jogador do mundo e possuía a determinação para o conseguir.”
“Tinha o desejo de se tornar o melhor jogador do mundo e possuía a determinação para o conseguir.”
(Alex Ferguson, 2018)

“Tinha o desejo de se tornar o melhor jogador do mundo e possuía a determinação para o conseguir.”
(Alex Ferguson, 2018)
Publicamos um novo sub-tema na área Ideia de Jogo proposta. Trata-se de uma qualidade da Acção táctica, o Esconder a acção táctica. Acompanhamos o texto com uma compilação em vídeo de diversas situações ilustrativas da importância desta qualidade em várias acções de jogo.
“Contudo, esta preocupante tendência não se esgota na formação, tendo repercussões claras no presente e no futuro desempenho dos jogadores de rendimento superior. Este facto induz Valdano (2007c) a referir que os futebolistas actuais, em geral, seriam bons candidatos a genros: disciplinados, obedientes, sinceros… Acrescentando, no entanto, que os mesmos se esquecem que a arte do futebol, como a da guerra, é a arte do engano. Fazer crer ao adversário algo diferente daquilo que vamos realmente fazer é a maneira de ganhar tempo, de fabricar espaços, de conseguir vantagem. Garrincha enganava com a finta, Laudrup com o passe, Cruyff com a velocidade. No reportório criativo de todos os grandes jogadores, incluindo os defesas, “a arte do engano” foi sempre o melhor veículo que o talento utilizou para expressar a sua singularidade.”
(Hélder Fonseca & Júlio Garganta, 2006)
“Sabia que a posição onde poderia encaixar seria ou a 8 ou num dos dois lugares mais adiantados, mas obviamente depois, com o decorrer dos jogos, tive quase sempre o Bernardo à minha frente e essa foi também uma das dinâmicas que o mister gostou de ver e quis manter. Aquela troca de posições entre mim e o Bernardo, já que ambos conseguimos e sabemos o que temos de fazer em cada uma delas… Aquela rotação que por vezes acaba por acontecer naturalmente não é pensada, trabalhada ou treinada, o treinador simplesmente sabe que a podemos fazer. Entendemo-nos os dois muito bem a jogar juntos e é uma dinâmica que funciona muito bem.”
(Bruno Fernandes, 2024)
“O balneário desta seleção surpreendeu-me muito quando conheci o futebolista português. Ele é muito competitivo, gosta de ganhar, sabe como ganhar, sabe controlar os momentos importantes de um jogo. Mas o que me surpreendeu ainda mais é que ele gosta de ter informação tática. São duas variantes que antes não tinha encontrado no mesmo balneário de forma dominante. Normalmente, ou há uma equipa muito competitiva ou há uma equipa que gosta de pensar muito no jogo e na tática. Adicionalmente, há um sentimento de orgulho, de responsabilidade… Há uns sentimentos que são mais visíveis nas seleções sul-americanas do que nas europeias. Essa combinação de características dominantes, competitividade, apreço por informações táticas e a responsabilidade de querer jogar pela seleção, surpreenderam-me imensamente.”
(Roberto Martínez, 2023)
Como identificámos no artigo de 2017, no qual apresentávamos a nossa proposta de sistematização do jogo de Futebol, alguns autores e treinadores defendiam que as bolas paradas pertenceriam a um quinto momento do jogo. Naquele momento, a propósito do momento de Organização Ofensiva, escrevemos:
“Devemos referir que compreendemos as opiniões que distinguem as situações de bola parada como um quinto momento do jogo, porém a nossa interpretação é que, independentemente do jogo estar parado ou em movimento, se uma equipa está organizada para defender essas situações e a outra para atacar, então estarão dentro da sua Organização Defensiva e Organização Ofensiva, respectivamente.”
Assim, ao invés, se o adversário ainda não se encontra organizado para defender, a situação ainda pode ser explorada em Transição Ofensiva e deste modo, algumas situações de bola parada como lançamentos laterais, livres, cantos e até pontapés de baliza devem estar integrados neste momento do jogo. De forma a explorar tal possibilidade eficazmente, importa identificar se o adversário já recuperou uma organização defensiva que torne difícil a exploração do contra-a e nesse cenário será mais sensato que a equipa que ataca também recupere a sua organização ofensiva e que entre nesse momento do jogo.
Ainda que teórica, a exclusão destas situações dos quatro momentos do jogo, pode induzir a falsa ideia que as mesmas carecem de completa reorganização da equipa que delas beneficia. Dessa forma, podem-se perder oportunidades ofensivas de potencial vantagem. E naturalmente isto tem implicações no conhecimento do jogo dos jogadores e no treino que se aspira de… qualidade. Mas para tal, torna-se fundamental o supra-princípio da Especificidade. A exercitação de uma situação de bola parada, partindo sempre dos momentos de organização das duas equipas, não criará propensão e oportunidade para que os jogadores leiam, identifiquem e decidam quando, através da mesma, podem manter-se ou iniciar o sub-momento de contra-ataque. Assim, para atém de situações aquisitivas, quer no treino, quer por meios audio-visuais, importa também recriar a máxima especificidade possível no treino e isso implicará os momentos de reorganização das duas equipas.
Finalmente, também para a análise de jogo e estratégica torna-se fundamental a contemplação das situações de bola parada nos quatro momentos do jogo. Não será importante perceber se a equipa sofreu golos em pontapés de baliza, lançamentos laterais, livres e cantos quando ainda não estava organizada para as defender? E porquê? Como o inverso. Se está a aproveitar os momentos de desorganização do adversário nessas situações? Por outro lado, se o próximo adversário apresenta essa perspicácia no seu jogo, ou principalmente, se é rápido e eficaz, neste âmbito, a se reorganizar defensivamente?
Ilustramos o que defendemos com três situações de diferentes bolas paradas em momentos de transição. Uma delas, inclusivamente no decorrer de um pontapé de baliza.
Publicamos um novo sub-tema na área Conhecimento do Jogo.No âmbito da Cultura de jogo, apresentamos Equipas históricas.
“As maiores coisas na vida têm sido alcançadas por pessoas que, no início, teríamos considerado loucas. E, no entanto, se não tinham tido essas ideias malucas, o mundo teria sido mais estúpido.”
(Arsène Wenger, 2009)
“Como treinador, necessito encontrar e saber pressionar a “tecla” exata para que essa ordem tática sem a bola se transforme numa “desordem organizada” com a bola e o jogador tenha liberdade, capacidade de tomar decisões e improvisação, assuma riscos, invente e seja criativo para desenvolver assim todo o seu potencial. Se o sistema tático te tira criatividade, não serve.”
Ricardo Zielinski citado por (Gérman Castaños, 2018)
“Uma equipa pode jogar de qualquer maneira. É mesmo assim: de qualquer maneira. Desde que se trabalhe de modo a sistematizar as coisas para esse objectivo, de maneira a que todos acreditem. Se o treinador acredita; se os adjuntos acreditam; se os jogadores acreditam, tudo é possível.”
(José Mourinho, 2004) citado por (João Romano, 2007)