Escrevíamos no artigo anterior, sobre a má resolução de uma situação de contra-ataque em clara superioridade numérica, que se constituía “como um exemplo de que por vezes, uma maior superioridade numérica pode não tornar a situação mais fácil de resolver. Porém não pelo número de jogadores em si, que por si só é um dado extremamente redutor, mas pelas relações que os jogadores estabelecem – a qualidade colectiva, e restante configuração do jogo.” Referíamos ainda que “isto sucede em contextos de baixo conhecimento do jogo e consequentemente baixa qualidade individual e colectiva“.

Hoje trazemos uma situação oposta. Nova situação de contra-ataque (o vídeo não mostra mas é de facto antecedida de recuperação da bola), o mesmo número de atacantes, mas agora em inferioridade numérica de 3×4+GR. É certo que os defensores não apresentaram boas ideias para defender a situação e isso até poderia ser tema de análise, mas no contexto criado, dado o tema que abordamos, os atacantes mostraram a eficiência desejada. Usamos o plural porque no final a situação foi bem resolvida pelos três, se bem que em determinado momento, Kevin de Bruyne foi decisivo. É que até certa altura, Iheanacho, que parece-nos não se aperceber da presença de David Silva no mesmo corredor, comete o mesmo erro que trouxemos no artigo anterior. No entanto, de Bruyne dá uma ajuda, indicando-lhe o que fazer, abrindo a oportunidade para uma melhor resolução da situação.

Kevin de Bruyne demonstrou, uma vez mais, leitura e conhecimento do jogo, mostrou, qualidade individual. E neste caso, a mesma contribuiu inclusive para que a qualidade colectiva também crescesse. Nos festejos isso parece ser reconhecido por David Silva e Yaya Touré…