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Gianluca Prestianni. Potencial e Rendimento.

“Como reconhecer o potencial naquilo que parece comum? No fundo, trata-se de um problema de previsão: que aspecto tem o potencial que ainda não encontrou expressão?”

(Rasmus Ankersen, 2012)

O potencial projecta-se. O rendimento manifesta-se. Um vive no futuro possível; o outro joga-se no presente concreto.

Dizer que um jovem «tem potencial» não é apenas descrevê-lo. É fazer uma previsão. Os autores (Stratton, Reilly, Williams e Richardson, 2004) estabelecem uma distinção fundamental: o potencial existe enquanto possibilidade, ao passo que apenas o rendimento actual pode ser observado, medido e validado. Contudo, num jogo colectivo, até esse rendimento é complexo por ser inseparável da equipa, do adversário e do contexto que o permite — ou condiciona. Portanto, quantidades, números ou outras métricas puramente analíticas são extremamente curtas para o avaliar. Melhor, para os avaliar. Rendimento e potencial.

Rendimento é jogar bem… agora. Portanto não se reduz a marcar golos, fazer assistências ou «grandes defesas». É perceber, decidir e executar no tempo que o jogo concede; relacionar-se com os companheiros, com uma ideia colectiva e com os problemas colocados pelo adversário; transformar recursos individuais em utilidade para a equipa.

É, no fundo, aproximar-se do trinómio Estética-Eficácia-Eficiência de Vítor Frade. Não uma estética ornamental, desligada de ganhar, mas a «beleza» de um jogar eficiente que sustenta a eficácia.

Um jogador pode marcar e ter jogado mal. Pode não marcar e ter sido determinante. Uma vez mais, os números não definem o rendimento, embora deixem marcas daquilo que foi produzido.

Já o potencial é diferente. O autor (Rasmus Ankersen, 2012) alerta para aquilo a que chama «cegueira do rendimento»: a tendência para assumir que um rendimento elevado no presente significa necessariamente elevado potencial e que um rendimento apenas mediano denuncia possibilidades limitadas. Por vezes, o potencial ainda não encontrou forma de se expressar.

As qualidades que o indiciam tendem a ser mais raras e menos adquiríveis no imediato. Por exemplo, uma relação invulgar com a bola, qualidade no um contra um e no drible, coordenação, velocidade, dissimulação das intenções, criatividade, capacidade para enganar o adversário, pensamento divergente ou determinadas características mentais e motoras.

Portanto, aquilo que se observa são qualidades. Aquilo que se projecta é potencial. Não é, porém, um depósito fixo, escondido no interior do jogador. O autor (David Shenk, 2010) apresenta o talento como um processo de desenvolvimento resultante da interacção contínua entre características individuais, experiências e envolvimento. Paralelamente, (David Epstein, 2013) reforça que natureza e educação não constituem explicações concorrentes, mas estão permanentemente entrelaçadas na produção do desempenho. Já (Anders Ericsson e Robert Pool, 2015) vão ainda mais longe, referindo que aprender não significa apenas alcançar um potencial previamente estabelecido. Significa também desenvolvê-lo, construindo qualidades que antes não existiam.

Nesta linha de pensamento, o potencial não é apenas aquilo que o jogador poderá revelar. É também aquilo que poderá construir.

O pedagogo britânico (Ken Robinson, 2011) define a criatividade como o processo de desenvolver ideias originais que tenham valor. Também no Futebol não basta fazer diferente. É necessário que o diferente produza algo a seu favor no jogo. Os autores (Wormhoudt, Savelsbergh, Teunissen e Davids, 2018) distinguem a capacidade divergente de encontrar várias soluções da capacidade convergente de escolher a mais adequada. Há aqui um paradoxo aparente, pois quanto mais possibilidades um jogador consegue imaginar, mais rapidamente terá de excluir quase todas… para executar apenas uma.

O potencial permite ver aquilo que outros não vêem. O rendimento exige escolher, no instante certo, aquilo que serve o jogo.

O argentino Gianluca Prestianni constitui um exemplo particularmente interessante neste domínio. Estreou-se na equipa principal do Vélez Sarsfield a 24 de Maio de 2022, com apenas 16 anos e menos de quatro meses, tornando-se o jogador mais jovem da história profissional do clube. Antes de chegar ao Benfica, já figurava entre os jovens mais promissores da sua geração.

A velocidade de execução, o drible, a agilidade, a criatividade e a capacidade para provocar desequilíbrios no um contra um eram evidentes. E já apresentava rendimento jogando no futebol sénior argentino quando muitos jogadores da sua idade ainda competiam exclusivamente na formação.

Mas potencial e incompletude podem coexistir. Quando chegou ao Benfica, precisamente no dia em que completou 18 anos, mudou o país, o campeonato, o contexto competitivo, a equipa, os companheiros, a ideia de jogo, a pressão e os problemas que precisava de resolver. A bola era a mesma. O jogador também. Mas o jogo já não era.

Passou pela equipa B do Benfica e, nas primeiras aparições na equipa principal, as qualidades surgiam sobretudo em lampejos. Apareciam decisões inadequadas, perdas de bola, pouca criação e reduzida influência na finalização. Chegou-se a noticiar a sua cedência.

Contudo, o potencial não tinha desaparecido. Ele não desaparece. Caso contrário estamos perante um erro de avaliação. O potencial, por diversas razões, pode é nunca vir a ser concretizado.

Prestianni, como tantos outros jogadores de elevado potencial, ainda não se expressava com regularidade e funcionalidade no seu novo contexto.

O professor Júlio Garganta concorda com a ideia ao defender que o talento é contextual, actualizável e transitório. Por outro lado, (Bruno Pereira, 2018) acrescenta que o jogador necessita de confirmar as suas qualidades no contexto profissional e que o processo de formação não termina quando chega ao futebol sénior. A subida de nível obriga-o a adaptar-se, a reconstruir relações e a continuar a aprender. Porque o rendimento não está apenas dentro do jogador. Emerge da relação entre jogador e contexto. Curiosamente à imagem da Ideia e do Modelo de Jogo. Neste sentido, o potencial não deixa de ser uma Ideia que se tem de um jogador.

Ná época 2025/26, Prestianni apresentou maior continuidade e influência no jogo. No início de 2026/27, o crescimento transformou-se numa explosão do seu rendimento: à data de 13 de Setembro, somava oito golos em dez jogos oficiais. Na Liga Europa marcou três vezes em quatro jogos e voltou a marcar na sexta jornada da Liga Portuguesa.

Os números não explicam tudo. Mas ajudam a perceber que aquilo que antes surgia episodicamente passou a produzir consequências com maior frequência. Não nasceu outro jogador. O mesmo jogador começou a organizar melhor as suas possibilidades, a decidir melhor e isso trouxe-lhe uma melhor condição emocional.

Analisando de fora, não podemos distribuir com exactidão a responsabilidade entre treino, experiência competitiva, conhecimento do jogo, confiança, maturação, entrosamento com os companheiros ou clarificação da sua função. Podemos observar o resultado: as qualidades tornaram-se mais úteis para a equipa.

Ericsson e Pool relacionam ainda a evolução dos “experts” com a construção de representações mentais progressivamente mais ricas e eficientes. No Futebol, significa reconhecer melhor os problemas, antecipar possibilidades, distinguir informação relevante e encontrar soluções adequadas sob crescente pressão espacial, temporal e emocional.

O autor (Mário Fagundo, 2008), num estudo realizado com jovens futebolistas, encontrou uma associação entre maior tempo de prática deliberada e maior eficácia ofensiva e defensiva. Porém, não se trata simplesmente de acumular horas. Importa a representatividade das tarefas, o grau de desafio, a qualidade do feedback e a possibilidade de experimentar, reconhecer e corrigir.

Também o famoso autor de obras sobre o talento, (Daniel Coyle, 2009), destaca precisamente o valor dos «erros produtivos». São erros que não funcionam como sentenças sobre a capacidade do praticante, mas como informação para reorganizar o acto táctico. Já (Carol Dweck, 2017) mostra como uma mentalidade de crescimento permite interpretar a dificuldade e o insucesso transitório enquanto partes do processo e oportunidades, em vez de provas definitivas de falta de talento.

Optimizar um jogador não é retirar-lhe aquilo que o torna especial para o tornar seguro. É ajudá-lo a reconhecer o quê, quando, onde, como, porquê e com quem deve usar essa diferença. Um drible pode ser apenas um drible. Ou pode eliminar um adversário, atrair outro, libertar um companheiro, criar um espaço ou uma linha de passe e aproximar a equipa do golo.

A mesma qualidade pode gerar vantagem ou perda. O que muda é o conhecimento que a orienta.

É também aqui que surge a velocidade-força-resistência, outrora vistas como puras qualidades físicas, hoje porém, enquanto qualidades complexas. Complexas no jogo de futebol, deste modo, qualidades tácticas, ao serviço de uma projecção de potencial. Velocidade não só para executar, mas para perceber e decidir. Força não só para exercer supremacia físico-motora, mas para assumir, arriscar e competir. Resistência para durar do ponto de vista energético, mas também conservar concentração, agressividade, ambição e confiança perante o erro, a fadiga e a adversidade. Deste modo, para além das mais evidentes competências técnicas, criativas e motoras, há que ir mais longe na identificação de talento e potencial e procurar perceber a parte submersa do “iceberg” que é o homem que joga futebol.

No Futebol de Formação, a distinção entre potencial e rendimento torna-se ainda mais delicada. Um mais rápido desenvolvimento maturacional físico-morfológico ou mental-emocional pode garantir rendimento imediato. O jovem mais forte, mais rápido, mais confiante ou mais agressivo resolve problemas que os restantes ainda não conseguem resolver.

E por vezes, essa superioridade camufla a ausência de outras qualidades. Por exemplo porque, consegue ultrapassar, e não precisa de enganar. Porque consegue impor-se fisicamente, e não precisa de antecipar. Porque ganha facilmente, não é suficientemente perturbado para descobrir novas soluções. Rasmus Ankersen recorda que, durante a adolescência, jovens da mesma idade cronológica podem apresentar vários anos de diferença maturacional. Se avaliarmos apenas o que produzem naquele momento, corremos o risco de seleccionar vantagens maturacionais transitórias como se fossem demonstrações de elevado potencial. E muitas vezes não são. São antes demonstrações de elevado rendimento… pontual.

E a selecção produz novas diferenças. Como explica Júlio Garganta, os jogadores precocemente identificados recebem frequentemente melhores treinadores, companheiros, condições de treino e oportunidades competitivas. Uma vantagem maturacional inicial converte-se, assim, numa vantagem acumulada. Entretanto, os jogadores mais tardios podem ser excluídos antes de disporem de tempo e contexto para revelar as suas possibilidades.

Do mesmo modo, a variedade de experiências não deve ser confundida com atraso. O autor (David Epstein, 2019) mostra que muitos praticantes que posteriormente alcançam a excelência passaram, durante a infância, por períodos de exploração de diferentes actividades e formas de jogo. O português (Bruno Pires, 2009) encontra nos Jogos e Futebol de Rua precisamente essa diversidade: liberdade, criatividade, espontaneidade, diferentes espaços, pisos, bolas, adversários e problemas.

Portanto, o potencial também se constrói nessa variabilidade. O problema não está no jogador maturado render. Muitos deles até exibem outras qualidades para além das que a maturação lhes garantem. O problema está em confundirmos uma determinada vantagem momentânea com uma sentença sobre o futuro.

Também não devemos transformar o potencial numa explicação vaga, obscura e imune à realidade. Dizer que um jogador tem potencial exige identificar qualidades concretas, compreender como produz o rendimento, observar a sua capacidade de aprender e projectar até onde essas possibilidades poderão evoluir em contextos mais exigentes. O potencial sem rendimento permanece uma hipótese. O rendimento sem desenvolvimento pode ser apenas circunstancial.

Prestianni não deixou de ter potencial quando jogou (se posicionava, decidia e executava) menos bem no Benfica. Nem o adquiriu subitamente quando começou a produzir bons desempenhos e a marcar. O que mudou foi a frequência com que as suas qualidades passaram a produzir jogo de qualidade para a equipa. Portanto… desenvolveu-se.

Potencial é poder vir a jogar com qualidade. Individualmente e colectivamente. Rendimento é jogar bem… agora.

E formar é não destruir o primeiro pela pressa do segundo — e criar as condições para que, um dia, ambos estejam ao mesmo nível. Preferencialmente na equipa principal, ou seja, no futebol de rendimento.

“O talento potencial pode existir antes do treino, mas o jogador só existe depois disso.”

(Júlio Garganta, 2014)

O superpoder de Viktor Gyökeres

O talento, a qualidade e a relação da “rua” no desenvolvimento de ambos. E ainda o potencial.

“Que saudades… (de Jackson Martínez e de James Rodríguez). Com os jogadores que fui tendo depois… percebi que não sou Deus…” 

(Vítor Pereira, 2017)

Os treinadores de Futsal, Nuno Silva e Cláudio Moreira, vão ao encontro de uma ideia que temos vindo a desenvolver. O que é o talento, o que é a qualidade individual e a relação da tão falada “rua” no desenvolvimento de ambos.

Apesar de muito referidos, quer por quem joga e treina, quer em bibliografia e por quem pensa o processo, a verdade é que não estão claros. Nem o que realmente significam, nem a sua abrangência. Nós temos uma proposta aparentemente idêntica à visão destes dois treinadores.

“Como família, éramos naturalmente rijos. Os meus pais eram rijos e o ambiente em que crescemos era rijo. Caíamos e voltamos a levantar-nos. E damos sempre o nosso melhor e tentamos ganhar. Detestávamos perder.”

irmão de Michael Jordan, Ronnie Jordan em (The Last Dance, 2020)

Antes, há ainda outra ideia que é a propensão genética. Ou seja, a influência que os genes herdados terão no talento. Uma noção clássica que ditou durante séculos vários papéis sociais e que também surgiu no desporto. Porém, vários autores como por exemplo Daniel Coyle, Anders Ericsson e Robert Pool têm-se dedicado ao tema e têm descrito um papel residual da genética no desenvolvimento do talento. Mais do que uma propensão genética, referem a importância de uma propensão social ou contextual. Seja qual for a sua influência, é o talento que apontamos como o primeiro patamar para obtenção de um elevado nível qualitativo no jogo de futebol.

“O jogador de futebol ‘faz-se’. Levei esta ideia para o Barcelona e foi uma confusão total. Eles acreditavam que o jogador de futebol nasce feito. Quase toda a gente no futebol ainda pensa assim hoje em dia. Veja, perguntei a jogadores de futebol: quantas horas na tua infância, todos os dias, dedicavas ao futebol? As respostas dos mais velhos variavam entre 6 e 8 e os atuais nunca menos de 4. E Maradona e Messi deram-me a mesma resposta: ‘Quantas horas? Todas!!’. Acreditar que o jogador de futebol nasce ensinado é um grande erro, nem mesmo acontece com os grandes craques. Cruyff é um bom exemplo; os que o viram jogar com aquela espantosa facilidade para tornar fácil o mais difícil, pensavam que ele tinha nascido jogador. Não acreditem, Johan teve a sorte de nascer junto ao campo do Ajax e de a sua mãe ser funcionária do clube. Se tivesse nascido num lar eminentemente musical, com pais profissionais e apaixonados por esta arte, Cruyff, dada a sua grande inteligência natural, teria sido um grande músico, mas não jogador de futebol.”

(Laureano Ruiz, 2014)

Em cima da propensão genética e contextual constrói-se então o talento. Para nós este surge principalmente em regime autónomo, em auto-descoberta, auto-aprendizagem e prática intensiva deliberada. Portanto, na rua, em casa, na escola, etc., mas quase sempre em auto-iniciativa e através de um desenvolvimento não assistido e liderado. É no fundo o estado mais puro do jogador de futebol, porque ainda não foi aculturado por nenhum treinador / clube e nenhuma Ideia específica de jogo ou no mínimo cultura de clube. É certo que durante o processo autónomo, naturalmente a criança e o adolescente também não estão imunes a influências culturais, aliás, desde logo estas levaram-no a jogar futebol… no entanto, nesta fase estas serão sempre uma escolha sua e não imposição.

“Ter talento não é suficiente. Porque o Futebol é um desporto de equipa.” 

(Leonardo Jardim, 2017)

Se entretanto a criança ou adolescente entrarem num clube e na prática federada, então, de forma mais ou menos intensiva de acordo com o escalão, ideias do treinador para o Futebol de Formação e eventualmente a Coordenação Técnica do clube, haverá a tal aculturação mais profunda e dirigida por terceiros, conhecimento do jogo transmitido, valores, etc.  Bons e maus. Tudo isso numa procura da optimização da eficiência e eficácia do jogador no jogo num contexto colectivo, portanto, num objectivo de alcançar qualidade. Porém, se nos aludimos ao Futebol de Formação, é seguro referir que durante este processo praticamente todas as crianças e adolescentes, paralelamente, também continuam a praticar o jogo no contexto informal, continuando assim a fazer crescer o seu talento.

“Entre as muitas histórias contadas por Vilà, sobre Messi, Xavi, Iniesta e outros tantos, apareceu uma particularmente interessante sobre Puyol. O defesa, que só chegou aos 15 anos ao Barcelona, não tinha, no entender de quem mandava, qualidades técnicas suficientes para ficar no clube. Mas aquele rapaz demonstrou tanta vontade, tanta determinação, tanto querer… que, no final, acabou por ficar. Foi aprendendo, foi melhorando, foi ficando. E, mesmo já na equipa A do Barcelona, continuava a treinar-se com Vilà, por fora, porque queria disfarçar os defeitos que tinha e, no fundo, ser melhor. E, até ao final da carreira, foi sempre melhorando. Jogadores ou treinadores, estamos sempre a aprender – e isso vai muito além dos resultados. Basta querer.”

(Mariana Cabral, 2019)

Regressando ao contexto do clube, o desenvolvimento da qualidade individual deveria ser objectivo prioritário em idades mais baixas do Futebol de Formação, e a qualidade colectiva de forma progressiva. Nomeadamente ao nível da complexidade e exigência das imposições comportamentais aos jogadores no seio de uma equipa. E finalmente já perto do escalão de seniores, um desenvolvimento, optimização e exigência sobre o seu rendimento. Individual e colectivo. Mas importa referir que qualidade individual e qualidade colectiva são interdependentes, e portanto que uma cresce com a outra, sendo o inverso também constatável. Tantos são os casos de jogadores que apresentam um alto rendimento em determinado contexto e depois noutro cai abismalmente.

“Aqui no City acho que ainda fiz um upgrade. Há uma preocupação enorme pelo detalhe e em perceber como esta equipa joga. Sinto que cresci imenso.”

(Bernardo Silva, 2019)

E aqui chegamos ao potencial. O potencial é a qualidade que perspectivamos, quer individual, quer colectivamente, e que ainda não produz, ou deixou de produzir rendimento. Deste modo, talento obviamente também perspectiva potencial. Mas num estado muito cru. A construção de uma qualidade em cima do talento, fará crescer esse potencial e aproximará a concretização desse talento em rendimento. E mais ainda em equipa. Porque num jogo colectivo ninguém verdadeiramente joga sozinho.

“Aparente paradoxo então

a auto-eco-hetero afirmação

no crescer colectivo

exalta o da individualidade

mas sem equipa consigo

nenhum jogador é bom,

e o inverso pode também

ser verdade

e assim qualidade tem.”

(Vítor Frade, 2014)

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