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Exercício A-3OO3A

Adicionamos aos conteúdos Saber Sobre o Saber Treinar, especificamente ao Programa de Treino, a apresentação do Exercício A-3OO3A. Como referido, no Programa de Treino, o exercício Exercício A-3OO3A situa-se no primeiro Ciclo Semanal (A) dos quatro que o compõem, terceira sessão de treino (-3), objectivo de Organização Ofensiva (OO), terceira e última parte da sessão (3) e exercício (A) dessa parte. Exercício que tem por objectivo específico os sub-momentos de Construção e Criação, que se encontram articulados com os sub-momentos de Transição Defensiva Reação à perda e Recuperação defensiva. Os princípios a que o exercício deverá garantir mais propensão passam pelo Equilíbrio defensivo, Saída de jogo do GR, Decisão pelo ataque rápido, Construção pela primeira linha, Jogo entre-linhas, Construção pelo corredor central, e Construção pelo corredor lateral.

“E no dia seguinte, digamos assim, é mais os Macro Princípios, as referências são outras, o espaço… mas não necessariamente a campo inteiro, mas já faz sentido que o treino não seja tão intermitente. Mas se eu conseguir na não intermitência colocar intermitência ainda melhor, ou seja, em vez de fazer duas vezes 20 minutos ou três vezes 15 minutos, fazer quatro ou cinco vezes 10 minutos, porque tenho intervalos e é isso que me garante a lógica.”

Vítor Frade em entrevista a (Xavier Tamarit 2013)

Exercício A-3OO2B

Adicionamos aos conteúdos Saber Sobre o Saber Treinar, especificamente ao Programa de Treino, a apresentação do Exercício A-3OO2B. Como referido, no Programa de Treino, o exercício Exercício A-3OO2B situa-se no primeiro Ciclo Semanal (A) dos quatro que o compõem, terceira sessão de treino (-3), objectivo de Organização Ofensiva (OO), segunda parte da sessão (2) e exercício (B) dessa parte. Exercício que tem por objectivo específico as Acções Individuais Ofensivas, em particular, o Provocação, o Drible e Finalização.

“(…) a Periodização Tática é afinação, é precisão, ou seja, vou lhe dizer mais, a refutação da noção habitual que se tem de técnica, que é uma abstração. Periodização Tática promove a fundamental, a precisão. A precisão na diversidade dos contextos a enfrentar, e a necessidade de precisão na variabilidade de contextos vai dar uma instrumentalidade padronizada em função das semelhanças nos contextos, e essa é que é a técnica para a Periodização Tática. Mas é a técnica que os jogadores conquistam.”

(Vitor Frade, 2012)

Exercício A-3OO2A

Adicionamos aos conteúdos Saber Sobre o Saber Treinar, especificamente ao Programa de Treino, a apresentação do Exercício A-3OO2A. Como referido, no Programa de Treino, o exercício Exercício A-3OO2A situa-se no primeiro Ciclo Semanal (A) dos quatro que o compõem, terceira sessão de treino (-3), objectivo de Organização Ofensiva (OO), segunda parte da sessão (2) e exercício (A) dessa parte. Exercício que tem por objectivos os sub-momentos de Construção, Criação e Reação à perda (articulação com a Transição Defensiva) e os princípios de Equilíbrio defensivo em construção, Saída de jogo do GR, Decisão pelo ataque rápido, Construção pela primeira linha, Construção no corredor central, Construção no corredor lateral.

“Estas formas modificadas de jogo procuram no entanto preservar os seus ingredientes específicos, apelando à utilização das habilidades em situações-problema. Pela redução do número de jogadores envolvidos, pela restrição das zonas de acção, inclusive pela delimitação do quadro de possibilidades, podemos estabelecer um contexto que simplifique a leitura das situações, sem que no entanto se prescreva de forma estereotipada o que os alunos terão de fazer (Mertens & Musch, 1990; Graça, 1998; Duarte, 2004).”

(Ricardo Duarte et. al., 2006)

Exercício A-3OO1B

Adicionamos aos conteúdos Saber Sobre o Saber Treinar, especificamente ao Programa de Treino, a apresentação do Exercício A-3OO1B. Como referido, no Programa de Treino, o exercício Exercício A-3OO1B situa-se no primeiro Ciclo Semanal (A) dos quatro que o compõem, terceira sessão de treino (-3), objectivo de Organização Ofensiva (OO), primeira parte da sessão (1) e exercício (B) dessa parte. Exercício que tem por objectivo específico as Acções Individuais Ofensivas, em particular, o Provocação, o Drible e Finalização.

“Quando ia para a escola podia esquecer-me de levar as canetas ou um livro, mas nunca da bola. Nos intervalos, no fim das aulas, a seguir ao jantar, a bola era para nós como um membro do corpo, tinha sempre de andar connosco. Soava a campainha para sair e logo corria para o pátio da escola. Tocava agora para entrar e lá tinha a professora que nos ir chamar pois a jogar ninguém ouvia ou queria ouvir o sinal que anunciava o regresso à sala. No caminho para casa era o concurso de “toques”. Todos os dias tentava superar o meu record! Chegado a casa era comer à pressa para que o intervalo no jogo não fosse prolongado. A nossa imaginação de criança era muito fértil. A minha casa em Jugueiros tinha um alpendre, construído pelo meu Pai para o proteger enquanto trabalhava. Para mim era apenas a baliza. Marcava os quatro cantos com diferente pontuação e depois desafiava-me, tentando sempre superar a minha classificação. Quando se tornava fácil e o desafio era superado, logo criava um novo. Então, a bola tinha de ir ao telhado e eu, sem a deixar cair, rematava para os pontos. Se a bola caísse ao chão não contava! O desafio seguinte foi colocar-me de costas viradas para a baliza (ou alpendre se preferirem) atirar a bola para o telhado e esperar o momento certo que me era dado pelo som da bola a percorrer o telhado, para no momento certo rodar, enquadrar com a baliza e rematar para fazer pontos! Não estando satisfeito, procurei ainda mais rapidez de execução. Então lançava a bola ao telhado e, antes dela cair procurava subir e descer o maior número de escadas possível antes de rematar para a baliza!”

Paulo Sousa em (Hélder Fonseca & Júlio Garganta, 2006)

Exercício A-3OO1A

Adicionamos aos conteúdos Saber Sobre o Saber Treinar, especificamente ao Programa de Treino, a apresentação do Exercício A-3OO1A. Como referido, no Programa de Treino, o exercício Exercício A-3OO1A situa-se no primeiro Ciclo Semanal (A) dos quatro que o compõem, terceira sessão de treino (-3), objectivo de Organização Ofensiva (OO), primeira parte da sessão (1) e exercício (A) dessa parte. Exercício que tem por objectivo específico as Acções Individuais Ofensivas, em particular, o Passe, a Recepção e a Desmarcação.

“Não é pensar. É fazer. E ao fazer, eu encontro o meu caminho. Eu usava a parede de tijolo ao redor da entrada do prédio. Você vê aquela linha de tijolos verticais, como uma trave? Na maioria das vezes eu estava sozinho, apenas chutando a bola contra a parede, observando como ela ressaltava, como voltava, apenas controlando-a. Eu achava isso tão interessante! Tentando de diferentes maneiras: primeiro com um pé, depois com o outro, procurando coisas novas: parte interna do pé, parte externa do pé, chuto com o peito do pé… criando um tipo de ritmo, acelerando, desacelerando. Às vezes eu fazia mira a um tijolo específico, ou à trave. Pé esquerdo, pé direito, fazendo a bola girar. Repetidas vezes. Era apenas divertido. Eu estava aproveitando. Interessava-me. Talvez outras pessoas não se incomodassem. Talvez não achassem interessante. Mas eu estava fascinado. Muito mais tarde, você poderia dar um passe num jogo e talvez olhar para trás e perceber: “Ah, espera aí, eu sei de onde vem esse toque.” Mas quando criança você está apenas chutando uma bola contra a parede. Você não está pensando num passe. Apenas está apreciando a mecânica disso, o prazer de fazê-lo.”

Dennis Bergkamp em (David Winner, 2013)

Sessão de Treino A-4

Adicionamos aos conteúdos Saber Sobre o Saber Treinar, especificamente ao Programa de Treino, a apresentação da Sessão de Treino A-4. Como referido, no Programa de Treino, a sessão A-4 situa-se no primeiro Ciclo Semanal (A) dos quatro que o compõem, e tem como objectivo da Ideia de Jogo, a Transição Defensiva.

“Preencher os espaços entre os vários momentos de aquisição individual com momentos de “agilização jogada”. Foco em situações jogadas propensas à individualidade e criatividade (futebol de rua).”

(Nuno Amieiro, 2017)

“é um dia menos contínuo do que irá ser no dia seguinte, portanto, é um dia onde tu fraccionas e tens bastantes períodos de exercitação e de recuperação.”

A Ideia de Jogo no Programa de Treino

“É importante que os conteúdos a desenvolver nos diferentes dias da semana estejam inter-relacionados, sendo reforçados a cada dia através de situações diferentes, quer estruturalmente, quer na sua complexidade, facilitando as aquisições por parte dos jogadores.”

(Vítor Gouveia, 2023)

Abordámos recentemente a adaptabilidade e flexibilidade do Programa de Treino que propomos em função de diferentes Ideias de Jogo. Propriamente, o propósito do mesmo não foi servir em Especificidade determinada Ideia de Jogo, mas sim múltiplas. Referimo-nos à programação, à escala dos conteúdos e forma como estes estão construídos e distribuídos. E na maioria dos casos, mesmo os próprios exercícios.

Podemos dar dois exemplos sem aprofundar muito as sessões e respectivos exercícios. Tal ficará para as páginas respectivas que estamos a publicar. Esta explicação procurará ideias simples mas dispares, para que a explicação seja mais clara. Um treinador que defina na sua Ideia em Organização Ofensiva numa Construção e Criação num jogo mais directo e em defesa individual em Organização Defensiva, e outro que deseje que a sua equipa ataque de forma mais curta e apoiada no momento ofensivo e numa defesa zona, ou seja, colectiva, no momento defensivo.

Vamos tomar como exemplo a semana A do Programa. Primeiro treino da semana, Transição Ofensiva como grande objectivo. Exercícios de Reação ao ganho, decisão sobre a entrada no sub-momento de Contra-ataque ou Valorização da posse de bola e seu desenvolvimento. Conteúdos, para nós, transversais a todas as ideias de jogo. Desenvolve-se ainda um situação de jogo colectiva de compensação para os jogadores menos utilizados. Aí, liberdade para o treinador prescrever ideias, corrigir coisas e experimentar.

No segundo dia, Transição Defensiva. Exercícios de Reação à perda, Recuperação defensiva para a sua estrutura defensiva e Defesa do contra-ataque, serão desta forma geral, também transversais a todas as ideias. Todas dependem destes sub-momentos para terem qualidade e sucesso.

Terceiro dia, Organização Ofensiva. Exercícios de Acções individuais ofensivas reforçam, na dimensão individual, todas as ideias. Posteriormente situações de Construção, Criação e Finalização em diferentes escalas estruturais e espaciais, porém com margem para saída do Guarda-Redes curta ou longa, uma posterior construção mais curta ou longa, privilegiando o corredor central e lateral, como também em sub-momento de Criação. Todos articulados com a Transição Defensiva. Uma vez mais, espaço nos exercícios para a Especificidade.

Quarto dia, Organização Defensiva. Um exercício de objectivo diferente, velocidade e coordenação gerais, outro que apele à coesão, competitividade e Acções individuais defensivas. Posteriormente situações de Impedir a construção, Impedir a criação e Impedir a finalização. Espaço para diferentes ideias defensivas, métodos defensivos, diferentes estruturas e diferentes profundidades de posicionamento do bloco. Em bloco alto, médio ou baixo. Independentemente da Ideia de Jogo do treinador dar privilegiar uma dessas opções, cremos ser importante dominar todas elas. Diferentes contextos, diferentes situações de jogo, diferentes necessidades. Uma equipa pode defender em bloco baixo com qualidade, mas algum jogo irá estar em desvantagem. E se nesse caso o adversário optar por um maior privilégio à posse e a “defender com bola”, a equipa terá a necessidade de subir o bloco e tornar a sua pressão mais alta e mais agressiva.

Quinto dia, dia anterior à competição, situações de team-building em regime técnico, coordenativo e velocidade. Posteriormente situações de consolidação / estratégicas onde o treinador terá espaço para tais ajustamentos.

Depois poderão existir diferenças nos princípios ou no detalhe das acções individuais. Se, por exemplo, o treinador deseja valorizar mais a posse, se procura forçar mais o Contra-ataque e o privilégio pelo passe vertical, mesmo que mais longo, tal será principalmente através de um eventual condicionamento do detalhe do exercício e através do feedback e apresentação da Ideia. O mesmo sucede com as acções individuais. Haverá espaço para as mesmas nas 4 semanas do Programa, porém, dependendo do escalão e da Ideia, o treinador poderá privilegiar determinadas variantes das ações. Por exemplo, mais passe longo em detrimento do curto. Ou noutro exemplo, que o desarme seja mais estimulado quando em contenção e com o adversário enquadrado, e menos quando este ainda se encontra de costas para a baliza.

O próprio Programa propõe diferentes variantes para cada exercício (que vão sendo publicados semanalmente) que servindo de variações e progressões dos objectivos macro, permitem também dar espaço de escolha ao treinador de forma a adequar com maior precisão a Ideia ao exercício.

“No que diz respeito à tarefa de planear, o treinador terá que fixar objectivos, seleccionar conteúdos de treino e definir a melhor metodologia a implementar para concretizar os objectivos definidos.”

(Jorge Braz, 2006)

Complicado, difícil e complexo. O exemplo das progressões do exercício B-3OD2A-1.

“a riqueza do Futebol é essa, na mesma proporção da complexidade que o constitui. Por isso é que ouvimos quem diga que o Futebol é simples, outros acham que é complicado mas os melhores dizem que é um fenómeno complexo. Porque reconhecem os problemas, sabem de MILHARES de formas para os resolver (de forma abstracta) mas também sabem que resolvê-los da forma ideal exige conhecimento, dedicação, precisão e inteligência”.

(Marisa Gomes, 2011)

Trata-se de uma confusão recorrente. Algo mais complexo não se torna obrigatoriamente mais complicado e difícil. Até porque algo “determinado” como complicado e / ou difícil, assim o é relativo ao conhecimento e interpretação do(s) observador(es). Por outro lado, apesar de também ser possível classificar complexidade à luz do conhecimento de cada indivíduo, esta também poderá ser entendida tendo em conta a forma como o universo está organizado, obviamente, algo que vai muito além do domínio e conhecimento do ser humano. Apesar de importante para a compreensão do todo, não é no significado lato de complexidade que se foca esta reflexão. O objectivo é algo muito mais específico, porém, também altamente complexo. O treino do Futebol.

“Quando os cientistas falam em sistemas complexos tal não significa que os sistemas são complicados na sua maneira formal. O termo “sistema complexo” foi adotado como um termo técnico específico, para definir os sistemas que têm tipicamente um grande número de peças ou componentes pequenos que interagem com as peças e os componentes próximos e similares. Estas interações locais conduzem frequentemente ao sistema que se organiza sem nenhum controlo hierárquico ou agente externo. Tais sistemas são entendidos como auto-organizantes, dinâmicos em constante mudança, não se afirmam como sistemas estáveis e equilibrados.”

(Vera Bighetti, 2008)

De forma a distinguirmos estes conceitos trazemos o exemplo do exercício B-3OD2A-1 do Programa de Treino. Não abordando a fundo a sua organização geral e reguladores de complexidade (tempo, espaço, número, regras, organização táctica), temos então o exercício na sua forma primária. Importa, no entanto, explicar que o próprio contém, durante a sua execução, uma regra progressiva automática ao nível do número de adversários em oposição à medida que a equipa atacante pontua. Esta regra estará presente nas 4 progressões gerais que o exercício propõe e são essas que vamos analisar. Mas trata-se de uma regra e não de uma progressão do exercício.

Na sua forma primária (também podemos chamar primeira progressão), o exercício estipula que para uma equipa pontuar, tem de realizar 10 passes no seu meio-campo. Nesse momento, apenas esse objectivo regulamentar permite às equipas obterem vantagem e estarem a vencer no exercício. Na segunda progressão já acrescenta uma regra. As equipas têm na mesma que realizar 10 passes, porém, pelo menos um deles tem de ser realizado no meio-campo adversário. 

Ora aqui começa o tema que pretendemos abordar. Mais uma regra, torna obrigatoriamente o exercício mais complexo. Mais varáveis, potencialmente mais acontecimentos a poderem suceder, mais coisas a analisar e assim maior complexidade na percepção, análise e decisão. E nesse momento, o exercício também se torna mais complicado na forma de pontuar para quem ataca, pois implica grande critério sobre o momento do passe no meio-campo adversário, possivelmente obrigando a equipa a atrair o adversário a determinada zona para depois explorar outra. Mas sendo um exercício de objectivo de Organização Defensiva, a nova regra torna também mais complicada a missão de quem defende. Esta obriga a equipa a ser mais criteriosa em quando e como pressionar de forma a não partir o seu bloco e permitir espaços atrás da primeira e segunda linha de pressão que têm que ser explorados pelo adversário.

A partir da terceira progressão, dada a introdução de novas regras, a complexidade continua a crescer, porém o mesmo não sucede de forma linear, para quem ataca e quem defende, com a dificuldade. Na terceira progressão, a equipa que defende e procura recuperar a bola tem uma segunda opção para pontuar, e que até acaba por ser mais valorizada: marcar golo na baliza adversária, o que potencia a articulação da Organização Defensiva com a Transição Ofensiva, nomeadamente ao nível da decisão sobre o Contra-ataque ou Valorização da posse de bola. Desde modo, como o exercício apresenta mais decisões a tomar e situações a resolver, cresce então em complexidade. Contudo, aumentam as formas de pontuar e obter vantagem passa a ser potencialmente mais fácil, o que também estimula ainda mais o objectivo do exercício: a Organização Defensiva e a recuperação da bola. Por outro lado, a equipa que se encontra em posse de bola no seu meio-campo passa a ter outras preocupações com a perda da bola, pois a Transição Ofensiva adversária passa a ser mais difícil de contrariar.

A quarta progressão traz uma terceira opção para pontuar, de ainda maior valorização pontual: a equipa em Organização Ofensiva em posse de bola no seu meio-campo, pode agora invadir o meio-campo adversário e finalizar nessa baliza. Uma vez mais… maior complexidade de escolhas, de variáveis, de acontecimentos que podem ocorrer. Mais hipóteses de pontuar e de maior valorização, situação potencialmente mais fácil para quem ataca. Porém, para o grande objectivo do exercício, torna-se cada vez mais difícil defender o que potenciará critério, inteligência, entrosamento, coesão, timing, entre outras qualidades fundamentais para equipa que procura recuperar a bola.

Portanto, ao fazer crescer a complexidade pretende-se a aproximação ao todo complexo que é o jogo de futebol, o que no fundo se torna o objectivo do treino do… jogo de futebol. 

“(a Periodização Táctica) aparece para permitir tratar fenómenos apercebidos complexos (jogo), ou seja, fenómenos que “a priori” se considera não poderem conhecer-se por decomposição analítica (Le Moigne, 1994). Esta desenvolveu-se precisamente para permitir uma passagem reflectida do complicado ao complexo, da previsibilidade certa à força de muito cálculo à imprevisibilidade essencial e todavia inteligível. É necessário uma modelização (periodização) que revele suficientemente a inteligibilidade dos fenómenos para que possa permitir a deliberação raciocinada, a invenção e a avaliação dos seus projectos de acção (Le Moigne, 1994)”.

(Carlos Carvalhal, 2002)

Exercício A-4TD3A

Adicionamos aos conteúdos Saber Sobre o Saber Treinar, especificamente ao Programa de Treino, a apresentação do Exercício A-4TD3A. Como referido, no Programa de Treino, o exercício Exercício A-4TD3A situa-se no primeiro Ciclo Semanal (A) dos quatro que o compõem, segunda sessão de treino (-4), objectivo de Transição Defensiva (TD, terceira parte da sessão (3A) e último exercício da sessão.

“eu me revolto quando dizem o treino de tensão, não é nada disso. Não é nada o dia da tensão, ele não é o dia da tensão! Porque isso leva as pessoas a estarem preocupadas com a tensão, e então fazem uma merda qualquer com tensão e já está. Não! É o dia dos detalhes, dos «pequenos» princípios, das coisas pequenas, dos planos mais micro e não sei quê… sendo do ataque ou sendo da defesa, mas com a garantia que há uma densidade significativa de contracções excêntricas, portanto, há um aumento da tensão, mas em pormenores, pormaiores do jogar! Tenho que estar preocupado, para dar variabilidade ao treino em inventar e discorrer essas situações de jogo, que são para o jogar o que me interessa. Portanto tenho duas coisas, tenho que inventar isso e tenho que saber que a tensão está acrescida. Não é o dia da tensão, senão punha uma merda qualquer ou faço uns skippings, não é nada disso, é preci­samente o contrário!”

Vítor Frade em entrevista a (Xavier Tamarit, 2013)

Exercício A-4TD2A

Adicionamos aos conteúdos Saber Sobre o Saber Treinar, especificamente ao Programa de Treino, a apresentação do Exercício A-4TD2A. Como referido, no Programa de Treino, o exercício Exercício A-4TD2A situa-se no primeiro Ciclo Semanal (A) dos quatro que o compõem, segunda sessão de treino (-4), objectivo de Transição Defensiva (TD) e primeiro e único exercício da segunda parte da sessão (2A).

“o momento de transição defensiva começa no preciso instante em que a equipa perde a bola e tem que reagir muito rápido! A questão que se levanta é, o que fazer? O que fazer evidentemente que depende dos princípios de jogo que o treinador estabeleceu para este momento do jogo: Recuperar rapidamente a bola? Defender mais perto da minha baliza? Etc…”

(Carlos Carvalhal, 2010)

Exercício A-4TD1B

Adicionamos aos conteúdos Saber Sobre o Saber Treinar, especificamente ao Programa de Treino, a apresentação do Exercício A-4TD1B. Como referido, no Programa de Treino, o exercício Exercício A-4TD1B situa-se no primeiro Ciclo Semanal (A) dos quatro que o compõem, segunda sessão de treino (-4), objectivo de Transição Defensiva (TD) e segundo exercício da primeira parte da sessão (1B).

“Estes exercícios comportam uma elevada densidade de contracções excêntricas, incluindo, por isso, bastantes travagens, acelerações, saltos, quedas, mudanças de direcção, contactos físicos, etc. É importante referir que, apesar da definição deste regime de contracção muscular, os objectivos inerentes a cada exercício prendem-se com a sua forma de jogar. As contracções excêntricas são apenas “um meio” para superar certas dificuldades associadas ao seu jogar.”
(Alexandra Silva, 2010)

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