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Exercício A-5TO3C

Adicionamos aos conteúdos Saber Sobre o Saber Treinar, especificamente ao Programa de Treino, a apresentação do Exercício A-5TO3C. Como referido, no Programa de Treino, o exercício A-5TO3C situa-se no primeiro Ciclo Semanal (A) dos quatro que o compõem, primeira sessão de treino (-5), objectivo de Transição Ofensiva (TO) e terceiro exercício da terceira parte da sessão (3C). No entanto, o exercício realiza-se em simultâneo com o A-5TO3A e posteriormente, com o A-5TO3B.

“Para os jogadores que não se encontram em recuperação deverão ter desempenhos que recriem a competição.”
(Jorge Maciel, 2017)

Exercício gratuito

Publicamos um novo exercício gratuito: “Impedir o último passe para diferentes objectivos“.

Desta vez trazemos uma adaptação de um exercício de um conhecido treinador português. O exercício original mostrou-se desde logo extremamente rico em comportamentos, porém, sentimos a necessidade de torná-lo mais específico a determinados objectivos e momentos de jogo.

Interpretando-lhe, dadas as suas condicionantes, uma grande propensão para o ataque à profundidade através do passe de ruptura para as costas da última linha da equipa que defende, foi nossa opção dirigi-lo principalmente para os momentos de Organização Defensiva, nomeadamente para a pressão permanente no portador da bolaposicionamento e alinhamento das linhas, concentração defensiva controlo da profundidade. Contudo, uma vez que o exercício reinicia-se com uma bola aleatória, procurando a articulação de sentido entre momentos de jogo, focamos também, para a equipa que não ganha essa primeira bola, a sua Transição Defensiva, particularmente o sub-momento de reacção à perda, no qual emergem os comportamentos de pressão imediata na bola fechar os espaços vitais à progressão adversária.

“É isto que faz a diferença. É perceber o momento em que a bola está sem pressão e está em condições de entrar na profundidade. Esse é que é o momento de controlar a profundidade. Porque antes disso tem de ser de redução da profundidade, tem de ser de ganho da bola, tem que ser de ataque à zona da bola para ganhar.”

Vítor Pereira (2016)

Acrescentamos que sendo um exercício rico em comportamentos, principalmente pela sua estrutura colectiva, é-lhe consequentemente conferido um nível de complexidade elevado, portanto será aconselhado no único dia do Morfociclo que poderá contemplar uma sessão de máxima exigência: a Quinta-Feira num ciclo competitivo de Domingo a Domingo. A este propósito, (Tamarit, 2013) esclarece que “trata-se de compreender que só existe uma sessão de treino de máxima exigência – Quinta-Feira, no Morfociclo Padrão do jogo de Domingo a Domingo, e que consequentemente deverá contemplar a aquisição num plano mais Macro. Nos outros dias chamados aquisitivos – Quarta-Feira e Sexta-Feira, dever-se-á contemplar a recuperação. Estes deverão incidir na melhoria individual, assim num plano mais Micro.”

” (…) aquilo que acontece é que a tua exigência baseia-se na concentração na perspectiva da organização e do grande princípio onde a complexidade solicitada ao jogador é muito maior como o número de comportamentos exigidos é superior. É onde tu, no fundo, procuras expressar a tua complexidade em termos de jogo. A complexidade total, digamos. É no fundo o dia onde fazes os treinos de grandes princípios.”

Rui Faria citado por (Sousa, 2007)

Exercício gratuito

Publicamos mais um exercício gratuito: Construção em bloco médio e defesa de duas balizas

Trata-se de um exercício que procura dar propensão à organização ofensiva, especificamente num momento de construção mais perto do meio-campo adversário e perante uma equipa que se posiciona, no seu momento defensivo, num espaço médio ou baixo. A propensão ao objectivo é garantida não só pela forma como o exercício é reiniciado, como também pela ausência de pontapés de baliza ou cantos. Anular os lançamentos laterais garantirá uma ainda maior propensão. Por outro lado, ter que defender duas balizas sem Guarda-Redes, isto na progressão máxima do exercício, conduzirá a que a equipa que inicia o exercício em construção, dê maior segurança à sua posse e circulação de bola, de forma a evitar a sua perda e difícil defesa das duas balizas. Porém, quando isso suceder, a equipa terá que reagir colectivamente, com qualidade e determinação à perda da bola, evitando uma imediata finalização do adversário.

Deste modo, ao articular no objectivo dois momentos de jogo diferentes, o exercício cumpre o princípio metodológico da Periodização Táctica – a Articulação de Sentido.

Segundo (Maciel, 2011), a Articulação de Sentido, “trata-se de um conceito que vai precisamente ao encontro do cerne do pensamento sistémico. A ênfase no pensamento sistémico é colocada nas relações, o segredo está nas conexões. Ou seja, o sucesso do processo de treino tem a ver com isto, depende muito do modo como eu articulo as coisas, isto é, como as relaciono e partir daí teço a minha teia dinâmica. A Articulação de Sentido tem precisamente isto subjacente e tem a ver com a conexão coerente que se faz entre as partes implicadas no processo, e vale a nível da operacionalização dos Princípios Metodológicos e a nível da manifestação e vivenciação dos princípios de jogo. Portanto, a matriz conceptual para manifestar fluidez na sua concretização deve revelar internamente uma determinada articulação de sentido, que sendo coerente permite o emergir de uma realidade consistente, um Sentido, o nosso jogar, ou o sentido que queremos dar ao nosso jogar.”

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