Glossário

 

 

Antropologia – (do grego ἄνθρωπος, anthropos, “homem”; e λόγος, logos, “razão”, “pensamento”, “discurso”, “estudo”) é a ciência que tem como objeto o estudo sobre o homem e a humanidade de maneira totalizante, ou seja, abrangendo todas as suas dimensões.

Apoio (exercício de treino) – Jogador que joga sempre num determinado momento de jogo do exercício, apoiando a equipa que se encontra a jogar nesse preciso momento do jogo. Pode, por exemplo, ser um apoio central – com liberdade para percorrer toda a área de jogo, ou um apoio lateral, frontal ou recuado – que se posiciona nas faces laterais e finais, respectivamente, do campo.

Ataque posicional – Diferente nomenclatura para o Ataque Apoiado, Jogo curto e apoiado e Ataque Colectivo.

ATP – Adenosina trifosfato – “As células tem obrigatoriamente de possuir mecanismos de conversão de energia. Por esta razão, necessitam da presença de uma substância que tenha a capacidade de acumular a energia proveniente das reacções exergónicas (reacções que liber­ tam energia). É igualmente imprescindível que esse composto seja posteriormente capaz de ceder essa energia às reacções endergónicas (que consomem energia). Esta substância existe efectivamente nas nossas células e designa-se por adenosinatrifosfato, vulgarmente conhecida por ATP. O ATP é um composto químico lábil que está presente em todas as células. É uma combinação de adenina, ribose e 3 radicais fosfato. Os 2 últimos radicais fosfato estão ligados ao resto da molécula através de ligações de alta energia”, (Tamarit, 2013).

Atrator estranho – Segundo a (Wikipédia, 2011), pode ser definido como o conjunto de comportamentos característicos para o qual evoluiu um sistema dinâmico independentemente do ponto de partida”. Segundo a mesma fonte, através do atractor estranho, “o sistema flutua para sempre entre vários estados de um modo que não é aleatório, nem é fixo, nem oscilatório, mas sim uma flutuação contínua caótica”.

Bioenergética  “constitui um dos principais blocos temáticos da Fisiologia, sendo essencialmente dedicada ao estudo dos vários processos químicos que tornam possível a vida celular do ponto de vista energético. Procura, entre outras coisas, explicar os principais processos químicos que decorrem na célula e analisar as suas implicações fisiológicas, principalmente em relação ao modo como esses processos se enquadram no conceito global de homeostasia. A compreensão daquilo que significa “ energia” e da forma como o organismo a pode adquirir, converter, armazenar e utilizar, é a chave para compreender o funcionamento orgânico tanto nos desportos de rendimento, como nas actividades de recreação e lazer. O estudo da bioenergética permite entender como a capacidade para realizar trabalho (exercício) está dependente da conversão sucessiva, de uma em outra forma de energias. (Santos P., ???)”, (Tamarit, 2013).

Causalidade – “é a relação entre um evento designado geralmente de causa e um segundo evento designado de efeito, sendo que numa concepção linear o segundo evento é uma consequência do primeiro. Podemos distinguir dois tipos de causalidade: a linear e a não linear. Gleick (2005, p. 49, 50) esclarece que “ as relações lineares podem ser representadas por uma linha recta num gráfico. As equações lineares são solucionáveis, o que as torna próprias para os livros de texto. Os sistemas lineares possuem uma virtude modular importante: pode-se separá-los e voltar a reuni-los – as peças encaixam.” Pelo contrário conforme adverte “os sistemas não-lineares não são solucio­náveis nem obedecem a princípios de sobreposição de soluções… Não-linearidade significa que a maneira como se joga altera as regras do jogo… Esta mutabilidade recíproca torna a não-linearidade difícil de calcular mas origina também uma variedade de comportamentos possíveis que não existe nos sistemas lineares.” Pode dizer-se que a causalidade ou determinação de um fenómeno é a maneira específica na qual os eventos se relacionam e surgem, motivo pelo qual apreender ou tentar decifrar os contornos gerais da causalidade de um fenómeno passa por perceber as relações que se estabelecem e a amplificação que dessas relações podem resultar. É isto que permite apreender a inteligibilidade global de um sistema, ainda que no caso da causalidade não-linear, como sucede no caso do futebol, tal inteligibilidade deva fugir da “vertigem” pela catalo­gação, visto que em termos de pormenor ela é indecifrável. Daí que o Professor Vítor Frade afirme que “ para o detalhe não existe equação“”. (Tamarit, 2013).

Células da Glia – “é um dos dois maiores tipos de células nervosas. O outro é o neurónio. As células da glia ultrapassam em número os neurónios numa escala de 10 para 1 e são também conhecidas como interneurónios. Transportam nutrientes, permitem a recuperação rá­ pida das outras células nervosas e podem formar a sua própria rede de comunicações. Glia é a abreviatura de “ neuroglia” . (Jensen, 2002).” (Tamarit, 2013).

Células epiteliais – “conjunto de células que de forma justaposta formam um tecido designado de epitélio, cujas principais funções passam pelo revestimento da superfície externa do corpo, os órgãos e as cavidades corporais internas. No caso da entrevista refere-se às células epiteliais que revestem as paredes dos vasos sanguíneos. A perfeita união entre as células epiteliais fazem com que os epitélios sejam eficientes barreiras contra a entrada de agentes invasores e a perda de líquidos corporais, não obstante são selectivamente permeáveis para permitirem, por exemplo, as trocas necessárias verificadas entre a corrente sanguínea e as células dos vários tecidos.” . (Jensen, 2002).” (Tamarit, 2013).

Centro do jogo – Local do espaço de jogo onde a bola se encontra a ser disputada. O autor (Quina, 2001), partilha a mesma visão ao definir o cento de jogo como as “zonas próximas da bola”. Nesta lógica, podemos interpretar, que os jogadores presentes no centro do jogo, são os que podem cumprir com os três primeiros princípios específicos ofensivos e defensivos do jogo, uma vez que são estes os que estão directamente envolvidos com a zona da bola, procurando garantir ou impedir a sua progressão.

Co-contractividade – “mecanismo de contracção muscular em que mais que um músculo recebe mensagem de inervação no sentido de se contrair, mas na qual a excitação é mais intensa para os agonistas que para os antagonistas. Uma coordenação contráctil que implica de forma determinante o papel dos mecanoreceptores, e não menos, a sua devida aculturação.” (Tamarit, 2013).

Corredor de jogo – Zona do campo, dividida no sentido vertical do campo, perante propósitos tácticos particulares. As divisões mais comuns são realizadas em três ou cinco corredores.

Corredores e sectores de Jogo.

Corrente Russa – De acordo com (Pinheiro, 2013), a “corrente russa é um aparelho de eletroestimulação que atua à nível muscular promovendo um aumento da força e aumento do volume muscular, sendo um ótimo tratamento para perder barriga. A corrente russa serve para aumentar o volume muscular, melhorar a circulação sanguínea, promover uma melhor drenagem linfática e combater a flacidez. É especialmente indicada para facilitar a contração muscular, em casos de fraqueza e atrofia muscular, mas produz bons resultados quando é utilizada para fins estéticos.”

Dopamina – A dopamina é um neurotransmissor, precursor natural da adrenalina e da noradrenalina. Tem como função a actividade estimulante do sistema nervoso central.

Emergência – ““a emergência é uma estrutura organizativa complexa que cresce de regras simples. A emergência significa imprevisibilidade, no sentido de que pequenos eventos causam mudanças grandes e qualitativas em grandes eventos. A emergência é uma lei da natureza à qual os seres humanos são subservientes.” (Laughlim, 2008, p.290, 291). HenryAtlan (2011) salienta que estes fenómenos podem ser observados em vários domínios científicos, epigenético, físico-químico, cognitivo e também nas ciências humanas, visto que cada não pode evitar uma análise aos ditos sistemas complexos. Acrescenta que nestes sistemas, um muito grande número de elementos interage uns com os outros, de tal forma que o comportamento global do sistema não pode ser previsto e entendido a partir de qualquer um dos seus elementos. Classifica-os de fenómenos de emergência não trivial e caracterizam-se não somente por o resultado global ser maior que a soma das propriedades constituintes, mas também pelo resultado ser imprevisível, pelo menos ao nível do detalhe. Refere ainda ser uma certa dose de acaso, de perturbações aleatórias, chamadas em teoria de informação de ruído e em termodinâmica designadas de flutuações, que introduzem nesses fenómenos de emergência uma novidade, imprevisível.” (Tamarit, 2013).

Empenho motor – “De acordo com (Moreira, et al., 2009), “trata-se do tempo efectivamente passado em actividade motora pelo aluno durante a sessão de EF. O empenhamento motor do aluno é crucial para as suas aprendizagens e para alcançar os efeitos desejados nas aulas de EF. Uma criança motivada a realizar certa actividade poderá ter mudanças na compreensão da aprendizagem e do seu desempenho nas habilidades motoras”.”

Erro de Decartes – “O Erro de Descartes, Emoção, Razão e Cérebro humano é um livro de 1994 pelo neurologista António Damásio.[1] O livro lida com a teoria do dualismo mente/corpo proposto por René Descartes, retratando com detalhes neuroanatómicos o modo de funcionamento da mente. O erro de Descartes, segundo Damásio, terá sido a não apreciação de que o cérebro não foi apenas criado por cima do corpo, mas também a partir dele e junto com ele.” (Wikipédia, 2018)

Espaço entre-linhas – Refere-se ao espaço entre dois sectores de uma equipa. Tem existido uma generalização do conceito para se indicar o espaço entre os sectores Defesa e Meio-Campo da equipa em Organização Defensiva.

Específica – Segundo (Azevedo, 2011), “Específica (com “E” maiúsculo) representa a particularidade do contexto e de uma forma de jogar relativa às ideias do treinador e ao entendimento pelos jogadores”.

Fractal – “é a propriedade de fracturar em modelos semelhantes. A dimensão fractal mede o constante grau de irregularidade de um modelo caótico (Stacey, 1995, p.547) “A fractalidade propõem um etnocentrismo descentrado (uma vez que descobre o centro na periferia), ela reivindica o local-global, o micromacro (um global feito da emergência das localidades e um local feito da evidência da globalidade). A fractalidade intui que o micro não se opõe ao macro, ela sabe que o macro contém o micro, mas é o micro quem identifica, quem atribui identidade ao macro.” (Cunha e Silva, 1999, p. 62).” (Tamarit, 2013).

Frenologia – De acordo com a (Wikipédia, 2013), a Frenologia “é uma teoria que reivindica ser capaz de determinar o caráter, características da personalidade, e grau de criminalidade pela forma da cabeça (lendo “caroços ou protuberâncias”). Desenvolvido por médico alemão Franz Joseph Gall por volta de 1800, e muito popular no século XIX, está agora desacreditada e classificada como uma pseudociência. A Frenologia contudo recebeu crédito como uma protociência por contribuir com a ciência médica com as ideias de que o cérebro é o órgão da mente e áreas específicas do cérebro estão relacionadas com determinadas funções do cérebro humano”.

Imagem mental – Segundo (Romano, 2007), “as imagens mentais são criações que o cérebro produz, baseadas nas representações neurais, que foram desencadeadas pela interacção do organismo com o mundo e que se constituem como o principal conteúdo dos nossos pensamentos (Damásio, 1994; Damásio, 2000a; Damásio, 2003a)”.

Jogo entre-linhas – Envolve os comportamentos tácticos que procuram explorar o espaço-linhas, ou seja, o espaço entre sectores adversários. Como referido na descrição do conceito espaço entre-linhas, tem havido uma generalização desta referência apontando para espaço entre o sector Defesa e o sector Meio-Campo da equipa em Organização Defensiva.

Marcadores somáticos – De acordo com (Wikipédia, 2013) “a Hipótese dos marcadores somáticos propõe um mecanismo cujo o processo emocional pode guiar (ou influenciar) o comportamento, principalmente a tomada de decisão. Esta hipótese foi formulada por António Damásio.”

Mecanoreceptores – “receptores especializados que se encontram nas mais diversas estruturas do corpo (pele, músculos, tendões, liga­ mentos, cápsulas articulares, e muito possivelmente também nos ossos) e têm a finalidade de enviar permanentemente para o sistema ner­ voso informações acerca dos estados do corpo a cada instante. O fuso neuromuscular e os órgãos tendinosos de golgi (OTG) são receptores musculares, havendo ainda receptores articulares como os corpúsculos de Pacini, os corpúsculos de Meissner (ambos de adaptação rápida), os corpúsculos de Ruffini e os receptores de Merckel (ambos de adaptação lenta). Importa também salientar a existência de receptores cutâneos ao nível das diferentes camadas da pele, nomeadamente os corpúsculos de Meissner e os corpúsculos de Pacini.” (Tamarit, 2013).

Miologia – “o músculo é revestido por uma camada de tecido conjuntivo – epimísio – e são constituídos por fascículos que, apesar de dimensões reduzidas são visíveis a olho nu. Somente microscopicamente se podem observar as unidades funcionais do músculo: as fibras musculares, as quais são também envolvidas por uma bainha do mesmo tecido conjuntivo – endomísio. As fibras musculares podem ter dimensões diversas e cada fibra muscular é envolvida por uma membrana – o sacrolema – e à semelhança das restantes células é constituí­ da por múltiplos organelos localizados no sarcoplasma (citoplasma das fibras musculares). Este espaço é penetrado por uma rede bastante densa de pequenos túbulos transversais – túbulos T – que asseguram a comunicação e transporte de substâncias por toda a fibra muscular. As fibras possuem ainda uma rede de canais membranosos – retículo sarcoplasmáico – cuja principal função é a de libertar e armazenar cálcio (Ca2+) durante as fases de contracção e relaxamento muscular, respectivamente. As fibras musculares são ainda constituídas por inúmeras miofibrilas, as quais se constituem como sendo as unidades contrácteis do músculo, e que por sua vez são constituídas por unidades mais pequenas – sarcómeros – compostos por três bandas (banda I – zona clara; banda A – zona escura; banda H – parte média da banda A). Nas fibras musculares podemos ainda distinguir pequenos filamentos proteicos, sendo uns mais espessos que outros. Os mais finos são actina e os mais grossos miosina. São as duas proteínas contrácteis mais importantes do músculo esquelético. A miosina é composta por dois filamentos entrelaçados que terminam numa protuberância designada por cabeça da miosina. São estas estruturas que ao contactarem com a actina permitem a contracção muscular. Cada fibra muscular é enervada por um nervo motor – motoneurónio. Designa-se de unidade motora (UM) o conjunto formado pelas fibras musculares mais o motoneurónio que as enerva. Todas as fibras da UM têm as mesmas características, ou seja, são todas do mesmo tipo, o que significa que na mesma unidade motora não coexistem fibras de tipo diferente. 0 músculo esquelético apresenta como característica o facto de ser constituído por diferentes tipos de fibras musculares, que se classificam normalmente em três tipos, tendo em consideração o perfil metabólico e a velocidade contráctil: tipo I (lentas e oxidativas); tipo lia (rápidas oxidativo-gl ¡eolíticas); tipo llb (rápidas glicolitícas). (Soares, 2005)”. (Tamarit, 2013).

Morfotipo – Caracterização física do indivíduo, quer pelo lado externo, ou seja, pela «Configuração física» que um determinado jogador apresenta, quer pelo lado interno, ou seja, pelas capacidades físicas (flexibilidade, força, resistência e velocidade) que o mesmo apresenta.

Neurónio – “Unidade celular principal de transporte de informação do sistema nervoso que geralmente consiste num corpo celular (soma), dentritese um axónio.” (Wolfe, 2004, p 183).” (Tamarit, 2013).

Neurotransmissores – “mensageiros bioquímicos que permitem a comunicação entre neurónios. A sua tipología é diversa, existindo mais de 50 tipos diferentes. Por norma actuam como estímulo excitatório de um neurónio circundante ou como inibidor suprimindo a activação do impulso eléctrico que viaja do corpo celular pelo axónio (prolongamento dos neurónios que transporta os impulsos até outros neurónios).” (Tamarit, 2013).

Óxido Nítrico – “também conhecido por monóxido de nitrogénio e monóxido de azoto, apresenta-se segundo a fórmula química NO, é um gás solúvel, altamente lipofílico sintetizado pelas células endoteliais. macrófagos e certo grupo de neurónios do cérebro. É um importante sinalizador intracelular e extracelular, e actúa induzindo a guanil ciclase, que produz guanosina monofosfato cíclico (GMP) que tem entre outros efeitos o relaxamento do músculo liso o que provoca, como acções biológicas, a vaso e a broncodilatação.” (Tamarit, 2013).

“Parabiose” – “processo que retrata a junção de elementos vivos. É utilizado aqui, como sendo motivado pelos estímulos qualitativos de treino e com o propósito da articulação que este fenómeno despoleta, após a destruturação gerada, emergir uma determinada engendração confor­ me ao estímulo que a motivou. Trata-se de um processo de auto-organização que concebe o organismo e as suas partes constituintes como estruturas dissipativas passíveis por isso de aspirar a níveis de complexidade crescentes. Cunha e Silva (1999) refere que os sistemas que se constituem longe do equilíbrio, na medida em que necessitam de aporte contínuo de energia e matéria para se manterem, são designados de estruturas dissipativas. Este autor em conformidade com a ideia explicita na entrevista, concebe o “ corpo motor” e o “ corpo desportivo” como estruturas dissipativas, sugerindo que estes se servem da hostilidade do meio, e como tal da desordem que este contempla, para se ultrapassar, isto é, criar uma nova forma de ordem interna de complexidade acrescida. Esclarece ainda que a termodinâmica do não- equilíbrio (um conceito determinante no modo como o Professor Vítor Frade concebe o treino de futebol) estabelece a ligação entre ordem e desordem e ainda a possibilidade de emergência de estruturas (resultantes da parabiose) nos sistemas afastados do equilíbrio. Salienta, reforçando a necessidade do treino se operacional izar na fronteira do caos e a consequente necessidade de estados de parabiose, que longe do equilíbrio, em «meios excitáveis», se observa uma espécie de solidariedade essencial, uma inteligência associativa que leva os ele­ mentos do sistema a cooperar, com a finalidade de criar estruturas mais complexas que as viabilize e lhes apresente novas oportunidades.” (Tamarit, 2013).

“Paranecrose” – “fenómeno análogo ao descrito para a parabiose, mas cujos efeitos, pela diferença qualitativa ao nível do estímulo, por não devida contemplação do tempo de recuperação, motiva a morte dos elementos vivos, e consequente perda de complexidade por parte do sistema. Atente-se por isso ao que sugere Laborit (1971) “a morte do organismo implica a do órgão, mas o mais vulgar é a morte do órgão implicar a morte do organismo.” (Tamarit, 2013).

Pensamento divergente – é um processo de pensamento cujo objetivo é achar o maior número possível de soluções para um problema. Essa capacidade é usada para gerar ideias e resolver algo criativamente, em oposição ao pensamento convergente, que consiste em achar uma única solução apropriada a um problema. (Wikipédia, 2015).

Porta (exercício de treino) – Local de saída ou entrada de um jogador, antes de realizar, ou para finalizar determinada acção.

Princípio do efeito limitador – Segundo (Romano, 2007), “Através da identificação e consideração sobre a dominância de uma das estruturas – locomotora, orgânica ou perceptivo-cinética – em relação às demais, tendo em conta a especificidade das acções em questão (Oliveira et al., 2006)”.

Proprioceptividade – “compreende um conjunto de funções do sistema nervoso do qual resulta a sensação de equilíbrio, da posição e do movimento dos segmentos dos membros e do corpo (Habib, 2003). Marisa Gomes esclarece que “a proprioceptividade é um termo muito bonito mas… tem a ver com aquilo que disse do miúdo das escolas. A proprioceptividade é uma capacidade de jogo, de conseguirem jogar, nem que seja estar parado, mas estar parado de maneira a poder intervir no contexto, isso é uma manifestação de proprioceptividade e a proprioceptividade não é só tocar na bola, é saber tocar na bola, é fazê-lo em função das circunstâncias.” (Tamarit, 2013).

Sector de jogo – Zona do campo, dividida no sentido horizontal do campo, perante propósitos tácticos particulares. As divisões mais comuns são realizadas de dois a seis sectores.

Corredores e sectores de Jogo.

Tecido conjuntivo – Segundo (Wikipédia, 2012) “o tecido conjuntivo ou tecido conectivo é amplamente distribuído pelo nosso corpo. A principal função do tecido conjuntivo é o preenchimento dos espaços intercelulares do corpo e fazer a ligação de órgãos e de tecidos diversos e entre outros, como, preenchimento, sustentação, transporte e defesa.”

Tronco Cerebral – “estrutura, apresentada geralmente como um cérebro primitivo assume grande destaque na mais recente obra de António Damásio- “0 Livro da Consciência” (2010) – nomeadamente ao nível da edificação da consciência humana. Neste livro, Damásio inverte todos os paradigmas vigentes em torno do papel da consciência por apresentar o tronco cerebral como a sua unidade basilar. Afirma que “o cérebro não começa a edificar a consciência, a mente consciente, ao nível do córtex cerebral, mas sim ao nível do tronco cerebral.” (Damá­ sio, 2010, p.41). “Todavia, e contrariamente à tradição e à convenção, julgo que a mente não é criada apenas no córtex cerebral. As suas primeiras manifestações surgem ao nível do tronco cerebral. O conceito de que o processamento mental tem ao nível do tronco cerebral étão pouco convencional que nem sequer é possível dizer que goza de pouca popularidade … Este conceito, e o de que os sentimentos primários surgem no tronco cerebral, estão como veremos, interligados.” (Damásio, 2010, p.103). O autor esclarece que o tronco cerebral não assume papel exclusivo, mas é contundente em afirmar que a consciência humana carece tanto do córtex cerebral como do tronco cerebral. “A grandiosa peça sinfónica que é a consciência humana engloba as contribuições fundamentais do tronco cerebral, eternamente ligado ao corpo, e a vastíssima imagética criada graças à colaboração entre córtex cerebral e as estruturas subcorticais, todas unidas de forma harmoniosa, propulsionadas para o futuro, num movimento contínuo que apenas pode ser interrompido pelo sono, pela anestesia, pela função cerebral ou pela morte.” (Damásio, 2010, p.44). Este livro reforça ainda a necessidade de interacção permanente dos níveis não conscientes e conscientes para viver. Em termos concretos, e mais propriamente no que se refere ao futebol, estas ideias reforçam a possibilidade do desenvolvimento concomitante de um saber fazer e de um saber sobre esse saber fazer. No entanto, a relevância eo papel do tronco cerebral realça a necessidade de nessa aspiração, tal como a sobrevivência o primado se encontrar na acção. Ou seja, é partindo do saber fazer, daquilo que os jogadores fazem de facto, que devemos desenvolver o saber sobre esse saber fazer, a tomada de consciência sobre o que fazem. Em suma, implica que em termos metodológicos o primado esteja na acção, no fazer, na prática e não na racionalização, ainda que não a ignore, muito pelo contrário. “ Por outras palavras, existem dois tipos de controlo das acções, consciente e não-consciente, mas o controlo não consciente pode ser moldado em parte pelo controlo consciente. A infância e a adolescência humanas são extremamente longas porque é preciso muito, muito tempo para educar os processos não-conscientes do nosso cérebro e para criar, nesse espaço cerebral não-consciente, uma forma de controlo que possa funcionar, de modo mais ou menos fiável, de acordo com intenções e objectivos conscientes. Podemos descrever esta educação lenta como um processo de transferência de parte do controlo consciente para um «server» não-consciente, e não a cedência do controlo consciente às forças inconscientes que podem provocar o caos no comportamento humano.” (Damásio, 2010, p.332).” (Tamarit, 2013).

 


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