{"id":8057,"date":"2019-03-11T00:04:01","date_gmt":"2019-03-10T23:04:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/?p=8057"},"modified":"2019-03-11T00:04:01","modified_gmt":"2019-03-10T23:04:01","slug":"o-contra-ataque-e-ou-melhor-ou-o-ataque-rapido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/2019\/03\/11\/o-contra-ataque-e-ou-melhor-ou-o-ataque-rapido\/","title":{"rendered":"O contra-ataque, e&#8230; ou melhor&#8230; ou, o ataque r\u00e1pido"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u201cAlgumas pessoas satisfazem-se com o que j\u00e1 sabem, \u00e9 como se seu conhecimento coubesse numa piscina. D\u00e3o algumas bra\u00e7adas para um lado, outras bra\u00e7adas para o outro, agarram-se \u00e0s bordas e tocam o fundo com os p\u00e9s: sentem-se seguras nessa amplitude restrita. Mas nada como mergulhar num mar do conhecimento sem fim, onde n\u00e3o h\u00e1 limites, a profundidade \u00e9 oce\u00e2nica e a ideia \u00e9 nadar sem chegar \u00e0 terra firme, simplesmente manter-se em movimento. Cansa, mas tamb\u00e9m revitaliza.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Martha Medeiros, citada por (Casarin, et al., 2013)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema n\u00e3o \u00e9 novo. Noutros artigos j\u00e1 abord\u00e1mos superficialmente o assunto e j\u00e1 tencion\u00e1vamos explor\u00e1-lo no futuro com outra profundidade. Uma discuss\u00e3o de \u00e2mbito internacional, que se iniciou no <a href=\"https:\/\/twitter.com\/EduardVSchmidt\/status\/1094725723695259649\">twitter<\/a>\u00a0de um treinador alem\u00e3o e que passou para um <a href=\"https:\/\/www.reddit.com\/r\/soccer\/comments\/apeq6q\/counters_that_are_not_actually_counters_kiel\/\">for\u00fam<\/a> levou-nos a faz\u00ea-lo neste momento. Naturalmente, \u00e9-nos imposs\u00edvel e tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 objectivo do projecto abordar todas as discuss\u00f5es interessantes sobre futebol que v\u00e3o acontecendo na televis\u00e3o ou internet. A relev\u00e2ncia deste assunto, prende-se,\u00a0para n\u00f3s, com a confus\u00e3o geral em que mergulhou, em trabalhos acad\u00e9micos\u00a0e entre treinadores e jogadores, tal como o pr\u00f3prio t\u00f3pico da discuss\u00e3o ilustra. Deste modo, o assunto assume especial import\u00e2ncia uma vez que se trata de entendimento e conhecimento do jogo, portanto, quest\u00f5es fundamentais no papel do treinador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o de jogo passou-se no jogo Magdeburg x\u00a0Holstein Kiel da segunda divis\u00e3o alem\u00e3. A discuss\u00e3o gerou-se sobre se a situa\u00e7\u00e3o de jogo configurava uma situa\u00e7\u00e3o de contra-ataque ou n\u00e3o. Para mais, porque segundo o autor do tweet, o pr\u00f3prio treinador do\u00a0Magdeburg a descreveu como um contra-ataque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 ainda recorrente, um treinador, jogador, ou analista referir &#8220;contra-ataque e ataque r\u00e1pido&#8221;, a prop\u00f3sito de uma s\u00f3 situa\u00e7\u00e3o de jogo, como se ambas as express\u00f5es descrevessem o mesmo. Se fosse esse o caso, uma delas seria redundante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confus\u00e3o poder\u00e1 resultar do entendimento cl\u00e1ssico do jogo, tamb\u00e9m transmitido nos cursos de treinadores de Futebol e nas aulas de Futebol da maioria das Universidades, o qual contemplava apenas dois momentos (fases), a ofensiva, e a defensiva. Consequentemente, sugeriam-se m\u00e9todos de jogo para cada um dos momentos. De uma forma geral, no momento (fase) defensiva surgiam por exemplo a &#8220;defesa individual&#8221;, a &#8220;defesa mista&#8221; e a &#8220;defesa zona&#8221;. No momento (fase) ofensivo, o &#8220;ataque organizado ou posicional&#8221;, o &#8220;ataque r\u00e1pido&#8221; e o &#8220;contra-ataque&#8221;. O autor\u00a0(Castelo, 1994), explica que um m\u00e9todo de jogo \u201c<em>exprime a forma geral de organiza\u00e7\u00e3o das ac\u00e7\u00f5es dos jogadores tanto no Ataque como na Defesa estabelecendo princ\u00edpios de circula\u00e7\u00e3o e de colabora\u00e7\u00e3o no seio de um dispositivo de base (sistema de jogo) previamente estabelecido&#8221;.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o, \u00e9 que n\u00e3o se compreendendo o jogo e as diferen\u00e7as entre os v\u00e1rios m\u00e9todos, tende-se a procurar um entendimento simples de algo que na realidade n\u00e3o o \u00e9. Assim, sendo a velocidade das ac\u00e7\u00f5es um tra\u00e7o comum e evidente entre as situa\u00e7\u00f5es de contra-ataque e de ataque r\u00e1pido, v\u00e3o-se colocando, ambas, muitas vezes no mesmo &#8220;saco&#8221;.\u00a0Um exemplo foram v\u00e1rios trabalhos acad\u00e9micos realizados em torno deste tema, que tamb\u00e9m seguiram o mesmo entendimento, colocando o contra-ataque e o ataque r\u00e1pido logo ap\u00f3s a recupera\u00e7\u00e3o da bola e distinguindo-os,\u00a0por exemplo, atrav\u00e9s de crit\u00e9rios quantitativos como tempo de dura\u00e7\u00e3o e n\u00famero de passes realizados. Se por um lado, dados quantitativos possam levar a uma leitura e interpreta\u00e7\u00e3o redutora da realidade, por outro, o maior problema desta distin\u00e7\u00e3o \u00e9 que est\u00e1 principalmente focada em ac\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria equipa, quando estamos perante um jogo, que enquanto tal, sustenta-se na interac\u00e7\u00e3o entre duas equipas, e sendo assim, a decis\u00e3o de como atacar passar\u00e1 muito pela forma como o advers\u00e1rio se encontra em determinado momento do jogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E devemos acrescentar que a quest\u00e3o n\u00e3o passa pelo entendimento que cada um de n\u00f3s tem destes conceitos. Portanto, nada melhor que percebermos o l\u00e9xico utilizado para identificar os dois m\u00e9todos. Se um contra-ataque pressup\u00f5e uma ac\u00e7\u00e3o &#8220;contr\u00e1ria ao ataque&#8221;, \u00e9 f\u00e1cil entender que o mesmo surge, inevitavelmente, ap\u00f3s recupera\u00e7\u00e3o da bola ao ataque advers\u00e1rio. Por outro lado, ataque r\u00e1pido, indica-nos uma situa\u00e7\u00e3o em que, durante o ataque, portanto durante o momento ofensivo, a equipa deu velocidade ao seu jogo com o objectivo de chegar rapidamente a uma situa\u00e7\u00e3o de finaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A evolu\u00e7\u00e3o do entendimento do jogo para o ciclo dos quatro momentos, o qual adoptamos, vem clarificar esta quest\u00e3o. Assim, no dom\u00ednio te\u00f3rico, com o aparecimento dos momentos de transi\u00e7\u00e3o, os dois m\u00e9todos separam-se automaticamente, surgindo o contra-ataque no momento de transi\u00e7\u00e3o ofensiva e o ataque-r\u00e1pido no momento organiza\u00e7\u00e3o ofensiva. Contudo, esta teoriza\u00e7\u00e3o do jogo tem obrigatoriamente fundamento na pr\u00e1tica. Como j\u00e1 referimos no passado, surgiu-nos como necessidade pr\u00e1tico-te\u00f3rica, a evolu\u00e7\u00e3o da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/2017\/09\/20\/momentos-e-sub-momentos-do-jogo-uma-proposta\/\">sistematiza\u00e7\u00e3o<\/a> do jogo, sendo a clarifica\u00e7\u00e3o destes conceitos, um bom exemplo desta necessidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nossa perspectiva integra o contra-ataque como um sub-momento, opcional, da transi\u00e7\u00e3o ofensiva. Opcional, porque, ap\u00f3s o sempre presente sub-momento &#8220;reac\u00e7\u00e3o ao ganho&#8221;, ou seja o momento da recupera\u00e7\u00e3o de bola, a equipa pode decidir por contra-atacar ou valorizar \/ manter a posse de bola e entrar em organiza\u00e7\u00e3o ofensiva. <strong>O contra-ataque, antecedido ent\u00e3o por recupera\u00e7\u00e3o da bola, surge quando a equipa procura atacar a baliza advers\u00e1ria, dada uma configura\u00e7\u00e3o de jogo favor\u00e1vel em espa\u00e7o e \/ ou n\u00famero<\/strong>. De forma a aproveitar as circunst\u00e2ncias vantajosas, naturalmente que a equipa tem de ser r\u00e1pida nas suas ac\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>https:\/\/www.facebook.com\/SaberSobreOSaberTreinar\/videos\/357574801751102\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As equipas escolhidas para ilustrar as diferentes situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram inocentes. Sento o Manchester City de Pep Guardiola, muitas vezes catalogada como uma equipa de posse, a verdade \u00e9 que sempre que o jogo lhe fornece um contexto para contra-atacar, a equipa f\u00e1-lo com uma qualidade incr\u00edvel. Nesta situa\u00e7\u00e3o de Transi\u00e7\u00e3o Ofensiva, apesar do muito tempo entre a recupera\u00e7\u00e3o e o contra-ataque, a equipa advers\u00e1ria optou por permanecer no sub-momento, reac\u00e7\u00e3o \u00e0 perda da bola, procurando recuper\u00e1-la nesse timing, assim, n\u00e3o se reorganizou para defender e acabou por permitir espa\u00e7os de circula\u00e7\u00e3o e penetra\u00e7\u00e3o para o City chegar \u00e0 tal situa\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel de espa\u00e7o, e neste caso, tamb\u00e9m n\u00famero, para desenvolver o contra-ataque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ataque r\u00e1pido surge-nos, para n\u00f3s, como um meio \/ recurso \/ m\u00e9todo, no sub-momento de cria\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o ofensiva. N\u00e3o sendo antecedido de recupera\u00e7\u00e3o de bola, caso contr\u00e1rio, seria o mesmo que o contra-ataque, <strong>o ataque r\u00e1pido surge, quando, no momento de organiza\u00e7\u00e3o ofensiva, a equipa, encontra, por m\u00e9rito em constru\u00e7\u00e3o ou dem\u00e9rito advers\u00e1rio em impedir essa constru\u00e7\u00e3o, uma condi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel\u00a0em espa\u00e7o e \/ ou n\u00famero para criar uma situa\u00e7\u00e3o de finaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>. Pelas mesmas raz\u00f5es que o contra-ataque, tamb\u00e9m nesta situa\u00e7\u00e3o a equipa tamb\u00e9m tem que ser r\u00e1pida nas suas ac\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div class=\"streamable-embed-container\" style=\"width: 100%; height: 0px; position: relative; padding-bottom: 56.338%;\"><iframe class=\"streamable-embed\" src=\"https:\/\/streamable.com\/e\/cgjor?id=cgjor&#038;width&#038;height&#038;autoplay&#038;muted\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" style=\"width: 100%; height: 100%; position: absolute;\" allowfullscreen webkitallowfullscreen mozallowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: center;\">An\u00e1lise de (Pedro Bou\u00e7as, 2017) no <a href=\"https:\/\/www.lateralesquerdo.com\/\">Lateral Esquerdo<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Liverpool de\u00a0J\u00fcrgen Klopp, tamb\u00e9m muitas vezes catalogada de uma equipa de contra-ataque, chega nas duas situa\u00e7\u00f5es ilustradas, em Organiza\u00e7\u00e3o Ofensiva, precisamente em constru\u00e7\u00e3o pela sua primeira linha, a um espa\u00e7o entre-linhas onde encontrou a tal\u00a0condi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel\u00a0em espa\u00e7o e \/ ou n\u00famero para criar duas situa\u00e7\u00f5es de finaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambos os comportamentos constituem-se tamb\u00e9m como invariantes, ou seja, surgem no jogo, independentemente das ideias desenvolvidas por cada equipa. S\u00e3o no fundo um exemplo de fractais que o jogo de Futebol produz. A sua propor\u00e7\u00e3o, no n\u00famero de vezes em que ocorrem, \u00e9 que em fun\u00e7\u00e3o dessas ideias, se torna diferente de equipa para equipa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E podem ainda, em cada caso concreto, ser avaliadas do ponto de vista da sua <a href=\"http:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/2017\/01\/31\/o-trinomio-estetica-eficacia-eficiencia\/\">efici\u00eancia, efic\u00e1cia e mesmo est\u00e9tica<\/a>. Portanto, se um ataque-r\u00e1pido, ou um contra-ataque foi decidido de forma inteligente, ou ent\u00e3o se os mesmos se identificam como erros de decis\u00e3o, possivelmente influenciados por uma vertigem cultural, muitas vezes quase permanente, para a velocidade das ac\u00e7\u00f5es, independentemente da configura\u00e7\u00e3o do jogo. Por\u00e9m, por outro lado, vai surgindo cada vez mais, o exemplo oposto. Equipas t\u00e3o obcecadas com uma suposta cultura de posse de bola, que muitas vezes, e exclu\u00edmos desta leitura determinados momentos estrat\u00e9gicos nos jogo, estando perante condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para decidir um contra-ataque ou um ataque r\u00e1pido, decidem, de forma pouco inteligente manter a posse e circula\u00e7\u00e3o da bola.<\/p>\n<p>https:\/\/www.facebook.com\/SaberSobreOSaberTreinar\/videos\/328786711315222\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o discutida, como o video identifica, coloca o\u00a0Holstein Kiel, ap\u00f3s <strong>ganhar o jogo a\u00e9reo<\/strong>\u00a0de uma bola proveniente do Guarda-Redes advers\u00e1rio, num primeiro momento da <strong>Transi\u00e7\u00e3o Ofensiva<\/strong>, assim, em <strong>reac\u00e7\u00e3o ao ganho da bola<\/strong>. Ap\u00f3s <strong>sair da zona de press\u00e3o<\/strong>, a equipa n\u00e3o tem possibilidade de decidir o <strong>contra-ataque<\/strong> e opta pela <strong>valoriza\u00e7\u00e3o da posse de bola<\/strong>, tanto, que acaba mesmo a circul\u00e1-la pelo seu Guarda-Redes, surgindo assim, tempo e espa\u00e7o para o advers\u00e1rio se reorganizar para defender. A equipa entra ent\u00e3o em <strong>Organiza\u00e7\u00e3o Ofensiva<\/strong>. Perante a press\u00e3o alta advers\u00e1ria, o Guarda-Redes, optando por um passe longo no corredor lateral, acaba por conseguir chegar ao <strong>jogo\u00a0entre-linhas<\/strong> e propiciar \u00e0 equipa, a tal\u00a0<strong>condi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel\u00a0em espa\u00e7o e \/ ou n\u00famero para criar uma situa\u00e7\u00e3o de finaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>. \u00c9 o que sucede: a equipa d\u00e1 velocidade ao seu jogo, chegando \u00e0 profundidade e ao golo. Nestas circunst\u00e2ncias, a partir do momento em que a bola entra entre-linhas, num atacante enquadrado com a baliza advers\u00e1ria, \u00e9 portanto uma situa\u00e7\u00e3o de <strong>ataque r\u00e1pido<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Insistimos que n\u00e3o estamos perante um &#8220;t\u00e3o s\u00f3&#8221; problema de terminologia e muito menos de sem\u00e2ntica. Entender o jogo \u00e9 a base para entender o seu treino e a base para transmitir qualquer ideia a uma equipa. Paralelamente, a organiza\u00e7\u00e3o dos exerc\u00edcios de treino, ou a an\u00e1lise de jogo, s\u00e3o outros bons exemplos da sua pertin\u00eancia.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>&#8220;(&#8230;) mesmo no jogo mais r\u00e1pido h\u00e1 trabalho de casa, e h\u00e1 intelig\u00eancia. Porque ser inteligente \u00e9 explorar a forma mais r\u00e1pida de chegar \u00e0 baliza advers\u00e1ria em boas condi\u00e7\u00f5es. A grande quest\u00e3o, \u00e9 que na maioria das vezes, l\u00e1 chegar com boas condi\u00e7\u00f5es demora demasiado e exige mais elabora\u00e7\u00e3o e paci\u00eancia. Quando n\u00e3o \u00e9 o caso, tudo \u00f3ptimo em rela\u00e7\u00e3o a quem faz r\u00e1pido, e com boas probabilidades de sucesso.&#8221;<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">(Pedro Bou\u00e7as, 2018)<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAlgumas pessoas satisfazem-se com o que j\u00e1 sabem, \u00e9 como se seu conhecimento coubesse numa piscina. D\u00e3o algumas bra\u00e7adas para um lado, outras bra\u00e7adas para o outro, agarram-se \u00e0s bordas e tocam o fundo com os p\u00e9s: sentem-se seguras nessa amplitude restrita. 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