{"id":4180,"date":"2017-01-21T19:20:29","date_gmt":"2017-01-21T18:20:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/?p=4180"},"modified":"2017-01-21T19:20:29","modified_gmt":"2017-01-21T18:20:29","slug":"saber-jogar-e-o-saber-sobre-o-saber-jogar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/2017\/01\/21\/saber-jogar-e-o-saber-sobre-o-saber-jogar\/","title":{"rendered":"Saber jogar e o saber sobre o saber jogar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos dias, o ex-jogador Marco Van Basten deu\u00a0uma <a href=\"http:\/\/sportbild.bild.de\/fussball\/2017\/fussball\/marco-van-basten-zehn-neue-fifa-plaene-abseits-zeitstrafen-49822548.sport.html\">entrevista<\/a> ao jornal alem\u00e3o Bild na qual defendia algumas ideias\u00a0que segundo o pr\u00f3prio\u00a0<em>&#8220;revolucionariam o futebol&#8221;.\u00a0<\/em>O holand\u00eas foi um dos melhores que vimos jogar, eternizando\u00a0momentos geniais, e golos fabulosos. O golo marcado \u00e0 antiga URSS na final do campeonato da europa de 1988 ficar\u00e1 para sempre na hist\u00f3ria do jogo como um dos melhores. Mas n\u00f3s recordamos outro, curiosamente tamb\u00e9m destacado, ontem, no programa Maisfutebol enquanto est\u00e1vamos a redigir este artigo, que n\u00e3o tendo o mesmo peso hist\u00f3rico, faz parte do imagin\u00e1rio de qualquer crian\u00e7a apaixonada pelo jogo, reproduzindo aquele momento m\u00e1gico de Pel\u00e9 no filme\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.imdb.com\/title\/tt0083284\/\">Fuga para a vit\u00f3ria<\/a>.\u00a0<\/em>Mas aqui num contexto real, colocando a bola no melhor s\u00edtio poss\u00edvel e ao servi\u00e7o de um clube que contribuiu de forma evidente\u00a0para a evolu\u00e7\u00e3o do jogo.<\/p>\n<div class=\"streamable-embed-container\" style=\"width: 100%; height: 0px; position: relative; padding-bottom: 56.338%;\"><iframe class=\"streamable-embed\" src=\"https:\/\/streamable.com\/e\/mspmu?id=mspmu&#038;width&#038;height&#038;autoplay&#038;muted\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" style=\"width: 100%; height: 100%; position: absolute;\" allowfullscreen webkitallowfullscreen mozallowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Van Basten fez tamb\u00e9m parte de uma das melhores equipas da hist\u00f3ria do Futebol, o AC Milan de Arrigo Sacchi. Uma equipa de facto marcada pela inova\u00e7\u00e3o que trouxe ao momento de organiza\u00e7\u00e3o defensiva, conseguindo, atrav\u00e9s da mudan\u00e7a de refer\u00eancias defensivas e fazendo uso da regra do fora-de-jogo, encurtar o espa\u00e7o de jogo aos seus advers\u00e1rios e ser pressionante sobre eles. Por\u00e9m, ao contr\u00e1rio do que uma vis\u00e3o redutora do jogo far\u00e1 supor, esta incremento qualitativo da organiza\u00e7\u00e3o defensiva abriu tamb\u00e9m caminho a uma maior qualidade ofensiva. Como (Amieiro, 2004) descreveu,\u00a0trata-se de &#8220;<em><strong>defender (bem) para atacar (melhor)<\/strong>&#8220;.\u00a0<\/em>Concretamente, poder ser pressionante, possibilita que uma equipa seja ofensiva quando defende. Possibilita-lhe poder recuperar a bola o mais rapidamente poss\u00edvel. Possibilita-lhe que defenda no meio-campo advers\u00e1rio. No fundo possibilita-lhe a iniciativa no jogo, mesmo no seu momento defensivo, e ser inteligente e colectiva a defender.\u00a0E nada disto seria poss\u00edvel sem a regra do fora-de-jogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, antes disso, a pr\u00f3pria cultura holandesa, atrav\u00e9s do pr\u00f3prio Ajax e selec\u00e7\u00e3o holandesa, pela m\u00e3o de Rinus Michels, tinha tamb\u00e9m apresentado ideias revolucion\u00e1rias, algumas das quais alicer\u00e7adas na regra do fora-de-jogo. De acordo com\u00a0(S\u00e1, 2011), o\u00a0<i>&#8220;futebol que ent\u00e3o apresentou \u00e9 um esbo\u00e7o daquilo que fazem hoje as muitas das grandes equipas, e representou um salto de gigante em rela\u00e7\u00e3o a tudo o que antes se havia visto. N\u00e3o menos importante do que a mobilidade com bola, <strong>eram aspectos como a press\u00e3o e a linha defensiva, que permitiam \u00e0 equipa jogar alto e conseguir um n\u00famero absurdo de recupera\u00e7\u00f5es no meio campo contr\u00e1rio<\/strong>&#8220;.\u00a0<\/i>Num <a href=\"http:\/\/www.benefoot.net\/the-dutch-school-is-alive-and-well-just-not-in-the-netherlands\/\">artigo<\/a>\u00a0sobre a escola holandesa do site\u00a0benefoot.net, refere-se que\u00a0<em>&#8220;o mais revolucion\u00e1rio aspecto da selec\u00e7\u00e3o holandesa de 1974 era que <strong>o fora-de-jogo era usado como arma para atacar<\/strong>. A \u00faltima linha subia intempestivamente, limitando o espa\u00e7o ao oponente\u00a0recuperando muitas vezes a posse da bola.\u00a0<\/em><em>&#8220;<strong>Para ser claro: jogar com o fora-de-jogo \u00e9 uma ac\u00e7\u00e3o atacante<\/strong>&#8221; escreveu Cruyff no De Telefraaf. &#8220;Porque o fora-de-jogo decide o tamanho do campo&#8221;&#8221;.\u00a0<\/em>Noutro\u00a0<a href=\"http:\/\/www.eurosport.com\/football\/johan-cruyff-s-legacy-the-whole-of-modern-football_sto5368491\/story.shtml\">artigo<\/a>\u00a0sobre o legado de Johan Cruyff\u00a0de 2016 de Jonathan Wilson no site da Eurosport,\u00a0\u00e9 explicado que\u00a0<em>&#8220;os princ\u00edpios b\u00e1sicos continuaram os mesmos desde ent\u00e3o: controlar a posse de forma a n\u00e3o sofrer golos. Pressionar alto quando perdida a posse para fazer o campo o mais pequeno poss\u00edvel para o opositor. <strong>Usar o fora-de-jogo de forma pro-activa para for\u00e7ar o erro advers\u00e1rio<\/strong><\/em><em>&#8220;.\u00a0<\/em>Este legado foi valorizado pelo Barcelona de Pep Guardiola, que segundo\u00a0<span class=\"s2\">(Manna, 2009), procurava \u201c<\/span><i>defender \u00e0 frente, invadindo o territ\u00f3rio poss\u00edvel do advers\u00e1rio, provocando o fora-de-jogo a metros da linha de meio-campo, afogando zonalmente o advers\u00e1rio, juntando linhas, acompanhando o ataque por todo o bloco<\/i>\u201d. Guardiola, citado por (Manna, 2008), lembra que \u201c<i><strong>atacaremos melhor se tivermos uma boa defesa e defenderemos melhor se tivermos um bom ataque<\/strong>\u201d. <\/i>Lembramos que\u00a0Rinus Michels treinou Van Basten na sua segunda passagem pelo comando da selec\u00e7\u00e3o holandesa&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hfqTy2bJzmU\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, exemplos de ideias revolucion\u00e1rias, que trouxeram qualidade de jogo, resultando em sucesso competitivo, inclusive\u00a0a n\u00edvel continental. Algu\u00e9m, no seu perfeito ju\u00edzo, pode afirmar que estas equipas focavam-se exclusivamente na sua organiza\u00e7\u00e3o defensiva, e apenas exploravam o erro do advers\u00e1rio?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Van Basten\u00a0disse que\u00a0teria &#8220;<em>curiosidade em perceber como funcionaria o futebol sem o fora de jogo. Muita gente vai estar contra mas, cada vez mais, o futebol parece-se com Andebol, com equipas a erguerem muros \u00e0 frente da baliza&#8221;.\u00a0<\/em>Mas o holand\u00eas esquece-se que de facto, o Andebol, como o H\u00f3quei em Patins e o Futsal, exemplos de desportos com balizas, n\u00e3o t\u00eam fora-de-jogo. E dadas as suas regras, as equipas t\u00eam duas op\u00e7\u00f5es. Ou defendem com o seu bloco junto \u00e0 sua baliza de forma a n\u00e3o permitirem espa\u00e7o junto \u00e0 mesma, ou adoptam a defesa individual no seu mais puro conceito, desprovida de intelig\u00eancia e sentido colectivo. Ambas as situa\u00e7\u00f5es,\u00a0no futebol, seriam corrosivas para a qualidade de jogo. Pensando nos casos do Andebol e H\u00f3quei em Patins, as equipas podem pressionar de imediato no momento da perda da bola, mas o objectivo principal \u00e9 quase sempre garantir tempo\u00a0para que o restante bloco recupere um posicionamento defensivo junto \u00e0 sua baliza&#8230; aquilo que Van Basten condena. Por outro lado, no Futsal surgem ideias de press\u00e3o no meio-campo advers\u00e1rio, por\u00e9m, ficando tanto espa\u00e7o entre a bola pressionada e a sua baliza para t\u00e3o poucos jogadores, essas\u00a0equipas acabam por optar pela defesa e responsabiliza\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se Van Basten n\u00e3o o consegue, n\u00f3s imaginamos o que seria um futebol sem fora-de-jogo, no qual as equipas optariam por deixar jogadores nas \u00e1reas advers\u00e1rias. Inclusive\u00a0junto aos postes da baliza advers\u00e1ria como sucede em muitas situa\u00e7\u00f5es de bola parada do Futsal. O jogo &#8220;partiria-se&#8221; como nunca, com alguns jogadores das duas equipas posicionados junto a cada uma das suas balizas\u00a0e outros a procurarem disputar a posse da bola pelo campo todo. Comparativamente com o jogo que conhecemos, pareceria um jogo de loucos. Como Jurgen Klopp <a href=\"http:\/\/www.independent.co.uk\/sport\/football\/premier-league\/marco-van-basten-immeasurable-bulls-fifa-jurgen-klopp-arsene-wenger-antonio-conte-christian-gourcuff-a7537951.html\">comentou<\/a>, <strong>esse\u00a0seria outro jogo<\/strong>. No mesmo artigo\u00a0Christian Gourcuff, t\u00e9cnico do Rennes, descreveu que\u00a0<em>&#8220;<strong>o fora-de-jogo \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia colectiva<\/strong>. N\u00e3o haveria mais esp\u00edrito colectivo se o fora-de-jogo fosse abolido&#8221;.\u00a0<\/em>Tamb\u00e9m\u00a0Arsene Wenger defendeu que\u00a0<em>&#8220;<strong>o fora-de-jogo \u00e9 o que d\u00e1 coes\u00e3o a uma boa equipa<\/strong>. \u00c9 tamb\u00e9m uma regra inteligente.&#8221;<\/em><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><span class=\"s1\"><b><i>\u201cJogar avan\u00e7ado no terreno<\/i><\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><span class=\"s1\"><b><i>op\u00f5e-se ao jogar p\u2019ra frente<\/i><\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><span class=\"s1\"><b><i>\u00e9 fazer campo grande e pequeno<\/i><\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><span class=\"s1\"><b><i>e nisto n\u00e3o se demite a mente.\u201d<\/i><\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\">(Frade, 2014)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como algu\u00e9m referia nos \u00faltimos dias, Van Basten pode estar a revelar uma parte da cultura holandesa, a pior parte. Aquela, que n\u00e3o a de Michels ou Cruyff, mas a que\u00a0descarta por completo o momento defensivo do jogo e que apenas valoriza o ofensivo. O holand\u00eas pode, consciente ou inconscientemente querer obrigar a um retrocesso no jogo, a que as equipas defendam mal, para que a sua cultura saia vitoriosa. Mas isto s\u00e3o suposi\u00e7\u00f5es. O que Van Basten objectivamente revela \u00e9 desconhecimento do jogo. Ser\u00e1 isto poss\u00edvel em algu\u00e9m que revelou tanto talento e qualidade como jogador e que inclusive conviveu com tantas ideias\u00a0de qualidade? Sim. Assistimos a casos similares todos os dias nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, porventura n\u00e3o t\u00e3o graves, de ex-jogadores que n\u00e3o compreendem e n\u00e3o sabem explicar o jogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Usando uma express\u00e3o simples mas precisa, Van Basten e outros tantos det\u00eam\u00a0um &#8220;saber fazer&#8221;, que na especificidade do jogo podemos denominar de\u00a0&#8220;saber jogar&#8221;. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas que eles sabiam jogar este jogo. Simultaneamente, alguns deles, e outros que mesmo n\u00e3o jogando\u00a0num\u00a0n\u00edvel profissional, desenvolveram durante o seu percurso como jogador ou mais tarde, um &#8220;saber sobre o saber jogar&#8221;, ou seja, conhecimento sobre o jogo. O autor (Campos, 2008) explica que\u00a0<em>&#8220;<\/em><i>o \u00absaber sobre um saber fazer\u00bb e o \u00absaber fazer\u00bb s\u00e3o duas faces da mesma moeda, mas aquilo que \u00e9 decisivo \u00e9 o saber fazer no momento do jogo independentemente de estar conscientemente subordinado a um \u00absaber sobre esse saber fazer\u00bb&#8221;.\u00a0<\/i>Assim, na perspectiva do jogador, (Amieiro, 2005) refere que\u00a0<i>\u201csegundo Frade (2003a) <\/i><b><i>o h\u00e1bito \u00e9 um \u00absaber fazer\u00bb que se adquire na ac\u00e7\u00e3o e \u201ca esfera fundamental do \u00absaber fazer\u00bb est\u00e1 no subconsciente\u201d<\/i><\/b><i>,\u00a0<\/i>portanto, a qualidade expressa no campo \u00e9 na maioria dos jogadores&#8230; inconsciente. Ainda para (Campos, 2008), existem muitos exemplos de grandes profissionais em diferentes \u00e1reas que alcan\u00e7am\u00a0desempenhos fant\u00e1sticos sem conseguirem\u00a0explicar como o fizeram\u00a0e porque\u00a0possuem essas fant\u00e1sticas qualidades. Assim, segundo o autor \u201c<i>nem tudo que temos em mem\u00f3ria \u00e9 conscientemente identific\u00e1vel e enquanto treinadores devemos privilegiar o \u201csaber fazer\u201d dos nossos jogadores independentemente de eles dominarem melhor ou pior o saber sobre esse \u201csaber fazer\u201d pois <strong>a import\u00e2ncia deles situa-se no dom\u00ednio pr\u00e1tico da ac\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8220;.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, no caso de um treinador, esta import\u00e2ncia altera-se. O treinador tem obviamente que estar consciente do processo. Tem de (re)conhecer a qualidade do jogo, compreend\u00ea-la e explic\u00e1-la. A esfera da sua ac\u00e7\u00e3o passa obrigatoriamente para o dom\u00ednio do &#8220;saber sobre o saber fazer&#8221;. \u00c9 um dos argumentos que explica o porqu\u00ea, na hist\u00f3ria do jogo, do melhor jogador do mundo ainda n\u00e3o ter dado o\u00a0melhor treinador ou o melhor dirigente desportivo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marco Van Basten, n\u00e3o \u00e9 &#8220;apenas&#8221; um aposentado\u00a0grande jogador de futebol. O holand\u00eas \u00e9 o\u00a0diretor t\u00e9cnico FIFA desde Setembro passado. O pr\u00f3prio presidente,\u00a0Gianni Infantino, apresentou-o, descrevendo\u00a0que\u00a0<em>&#8220;tivemos v\u00e1rias discuss\u00f5es com ele nos \u00faltimos meses e ouvimos as suas opini\u00f5es sobre o jogo, tendo consci\u00eancia\u00a0sempre de tudo o que ele fez pelo futebol. Para mim, ficou imediatamente claro que Marco \u00e9 um refor\u00e7o fant\u00e1stico para a FIFA&#8221;.<\/em><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u201cThe offside rule is fundamental \u2013 if you do not understand that, you do not understand football.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Christian Gourcuff<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos dias, o ex-jogador Marco Van Basten deu\u00a0uma entrevista ao jornal alem\u00e3o Bild na qual defendia algumas ideias\u00a0que segundo o pr\u00f3prio\u00a0&#8220;revolucionariam o futebol&#8221;.\u00a0O holand\u00eas foi um dos melhores que vimos jogar, eternizando\u00a0momentos geniais, e golos fabulosos. 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