{"id":1689,"date":"2016-05-25T19:31:35","date_gmt":"2016-05-25T18:31:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/?p=1689"},"modified":"2019-03-25T18:03:24","modified_gmt":"2019-03-25T17:03:24","slug":"o-importante-nao-sao-os-numeros-mas-sim-a-dinamica-da-equipa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/2016\/05\/25\/o-importante-nao-sao-os-numeros-mas-sim-a-dinamica-da-equipa\/","title":{"rendered":"&#8220;O importante n\u00e3o s\u00e3o os n\u00fameros, mas sim a din\u00e2mica da equipa.&#8221;"},"content":{"rendered":"<div data-blogger-escaped-style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-blogger-escaped-style=\"font-family: &quot;trebuchet ms&quot; , sans-serif; font-size: x-small;\">Na confer\u00eancia de imprensa da selec\u00e7\u00e3o portuguesa, Jo\u00e3o M\u00e1rio foi ao encontro de uma ideia defendida por n\u00f3s. \u00c0 luz do seu conhecimento do jogo, o jogador portugu\u00eas descreve que cada vez d\u00e1 menos import\u00e2ncia aos &#8220;n\u00fameros&#8221;, portanto aos sistemas, e que tacticamente, o mais importante \u00e9 a din\u00e2mica que a equipa manifesta.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\" data-blogger-escaped-style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"streamable-embed-container\" style=\"width: 100%; height: 0px; position: relative; padding-bottom: 56.338%;\"><iframe class=\"streamable-embed\" src=\"https:\/\/streamable.com\/e\/2wen?id=2wen&#038;width&#038;height&#038;autoplay&#038;muted\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" style=\"width: 100%; height: 100%; position: absolute;\" allowfullscreen webkitallowfullscreen mozallowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\" data-blogger-escaped-style=\"text-align: justify;\">\n<p><span data-blogger-escaped-style=\"font-family: &quot;trebuchet ms&quot; , sans-serif; font-size: x-small;\">Dada a natural evolu\u00e7\u00e3o t\u00e1ctica que o jogo apresentou, a estrutura posicional da equipa &#8211; sistema t\u00e1ctico, ganhou uma import\u00e2ncia nuclear, assumindo-se como a principal refer\u00eancia para transmitir e analisar a organiza\u00e7\u00e3o das equipas. Uma das raz\u00f5es para este facto, foram mesmo as diferentes implica\u00e7\u00f5es na din\u00e2mica das equipas e consequentemente na cultura de jogo, que as diferentes mudan\u00e7as estruturais trouxeram.<\/span><\/p>\n<p><span data-blogger-escaped-style=\"font-family: &quot;trebuchet ms&quot; , sans-serif; font-size: x-small;\">Contudo, tal como noutras dimens\u00f5es da interven\u00e7\u00e3o do treinador no jogo, esta &#8220;cataloga\u00e7\u00e3o&#8221; estrutural, foi extremamente redutora. \u00c9 hoje claro, que o mesmo sistema pode absorver diferentes din\u00e2micas, diferentes princ\u00edpios, e at\u00e9 mesmo diferentes culturas e formas de compreender o jogo.<\/span><\/p>\n<p><span data-blogger-escaped-style=\"font-family: &quot;trebuchet ms&quot; , sans-serif; font-size: x-small;\">Vamos mais longe e levantamos um problema para n\u00f3s \u00f3bvio quando se caracteriza de forma geral uma equipa atribuindo-lhe um determinado sistema. J\u00e1 excluindo os momentos de transi\u00e7\u00e3o e os naturais posicionamentos colectivos mais ca\u00f3ticos que deles resultam,<\/span>\u00a0questionamos qual foi o momento de jogo,\u00a0se a organiza\u00e7\u00e3o ofensiva ou organiza\u00e7\u00e3o defensiva da equipa que esteve na base dessa &#8220;fotografia&#8221; da estrutura posicional do seu jogo. Isto porque nesta fase da evolu\u00e7\u00e3o t\u00e1ctica do jogo, todas as equipas apresentam determinados posicionamentos no momento defensivo e outros bem diferentes no momento ofensivo. Dando dois exemplos simples, \u00e9 comum vermos uma equipa atacar numa estrutura de 1:4:3:3 e defender numa estrutura de 1:4:5:1, e aqui sem caracterizar eventuais posicionamentos altos dos defesas laterais no momento ofensivo. Por outro lado, \u00e9 tamb\u00e9m cada vez mais comum vermos equipas em organiza\u00e7\u00e3o defensiva num estrutura de 4 jogadores na sua \u00faltima linha, e que no momento ofensivo se transforma, com a subida dos defesas-laterais e o recuo de um m\u00e9dio-centro, numa estrutura de 3 jogadores. E como a caracterizamos? 1:4:X:X ou 1:3:X:X? Tomando como refer\u00eancia apenas um desses momentos, n\u00e3o ser\u00e1 isso redutor? N\u00e3o ser\u00e3o os dois momentos igualmente importantes na organiza\u00e7\u00e3o geral e qualidade de jogo da equipa? No pontap\u00e9 de sa\u00edda? Mas esse at\u00e9 \u00e9 um momento est\u00e1tico em que nem se est\u00e1 a jogar, e por outro lado cada vez surgem mais equipas a tentar fazer dele uma oportunidade para utilizarem um esquema t\u00e1ctico, ou seja, uma situa\u00e7\u00e3o mais ou menos fechada trabalhada previamente, em que os jogadores assumem um\u00a0posicionamento\u00a0muito espec\u00edfico.<\/p>\n<p><span data-blogger-escaped-style=\"font-family: &quot;trebuchet ms&quot; , sans-serif; font-size: x-small;\">Por outro lado, se analisarmos os diferentes comportamentos das equipas dentro de cada um desses grandes momentos do jogo, tamb\u00e9m percebemos que as equipas a esse n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o, variam muito de estrutura. Por exemplo, uma equipa pode pressionar alto em determinada estrutura, mas apresenta outra quando se encontra a defender junto \u00e0 sua \u00e1rea.<\/span><\/p>\n<p><span data-blogger-escaped-style=\"font-family: &quot;trebuchet ms&quot; , sans-serif; font-size: x-small;\">V\u00e1rios autores, nomeadamente treinadores portugueses, como s\u00e3o exemplos Jos\u00e9 Mourinho, Jorge Jesus, V\u00edtor Pereira e Andr\u00e9 Villas-Boas, atribuem import\u00e2ncia ao sistema enquanto ponto de partida, ou seja, como mais um princ\u00edpio. S\u00e3o por\u00e9m un\u00e2nimes em entender como decisiva a din\u00e2mica criada a partir do mesmo. O nosso ponto \u00e9 que diferentes momentos e sub-momentos do jogo, logo, diferentes princ\u00edpios, diferentes din\u00e2micas e consequentemente diferentes&#8230; sistemas. Portanto, \u00e9 redutor e irrelevante identificar determinada equipa atrav\u00e9s de um sistema.<\/span><\/p>\n<p><span data-blogger-escaped-style=\"font-family: &quot;trebuchet ms&quot; , sans-serif; font-size: x-small;\">No exemplo, provavelmente mais contundente, em 1974, um tra\u00e7o que marcou a Holanda de\u00a0Rinus Michels e Johan Cruyff, foi a permanente troca de fun\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m variabilidade posicional dos seus jogadores, nomeadamente no momento ofensivo do jogo. Como resultado, se hoje fizermos uma pesquisa ao sistema t\u00e1ctico da selec\u00e7\u00e3o holandesa presente nesse campeonato do mundo, surgem-nos diferentes estruturas com os mesmos jogadores.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"streamable-embed-container\" style=\"width: 100%; height: 0px; position: relative; padding-bottom: 56.338%;\"><iframe class=\"streamable-embed\" src=\"https:\/\/streamable.com\/e\/27f4?id=27f4&#038;width&#038;height&#038;autoplay&#038;muted\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" style=\"width: 100%; height: 100%; position: absolute;\" allowfullscreen webkitallowfullscreen mozallowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, sentimos, para a evolu\u00e7\u00e3o te\u00f3rica do jogo, e uma vez mais indo\u00a0ao encontro da sua natureza complexa, ser importante evoluir para outra caracteriza\u00e7\u00e3o das equipas, pois a actual forma, para al\u00e9m de redutora, \u00e9 consequentemente um problema para os treinadores, analistas, e naturalmente para os jogadores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na confer\u00eancia de imprensa da selec\u00e7\u00e3o portuguesa, Jo\u00e3o M\u00e1rio foi ao encontro de uma ideia defendida por n\u00f3s. \u00c0 luz do seu conhecimento do jogo, o jogador portugu\u00eas descreve que cada vez d\u00e1 menos import\u00e2ncia aos &#8220;n\u00fameros&#8221;, portanto aos sistemas, e que tacticamente, o mais importante \u00e9 a din\u00e2mica que a equipa manifesta. 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