{"id":1422,"date":"2013-12-15T23:00:00","date_gmt":"2013-12-15T22:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/2013\/12\/15\/criterio\/"},"modified":"2016-06-09T14:14:28","modified_gmt":"2016-06-09T13:14:28","slug":"criterio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/2013\/12\/15\/criterio\/","title":{"rendered":"Crit\u00e9rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Neste artigo\u00a0abordamos a necessidade do crit\u00e9rio no Futebol. Sendo tamb\u00e9m uma das qualidades da tomada de decis\u00e3o de dirigentes e treinadores, aparece aqui, essencialmente associada \u00e0 explica\u00e7\u00e3o do rendimento do jogador de futebol. Assim, procuramos atrav\u00e9s de diversos autores, as suas perspectivas sobre o tema.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><b><i>\u201c\u00c9 incr\u00edvel a harmonia que pode p\u00f4r, numa equipa inteira, algu\u00e9m que movimenta a bola com precis\u00e3o, com crit\u00e9rio, com a indiscut\u00edvel autoridade do talento.\u201d<\/i><\/b><\/p>\n<p><b><i>\u201c(\u2026) Pirlo, outro jogador de apar\u00eancia fr\u00e1gil que se agiganta com a bola. Fazendo girar a equipa em seu redor, falhou o seu primeiro passe ao vig\u00e9simo minuto do segundo tempo.\u201d<\/i><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Jorge Valdado sobre os jogadores Diego e Pirlo, citado por (Gomes, 2009)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"min-height: 12px; text-align: justify;\">Na opini\u00e3o de (S\u00e1, 2011), \u00e9 habitual juntar \u00e0 <i>\u201c&#8221;intensidade&#8221; outra palavra ouvida recentemente, a &#8220;paci\u00eancia&#8221;. Intensidade, no sentido que se pretende aqui dar ao termo, \u00e9 sempre positiva. Implica concentra\u00e7\u00e3o, e reactividade de pensamento. Paci\u00eancia, n\u00e3o. Paci\u00eancia \u00e9 um condimento, e n\u00e3o o prato principal, <\/i><b><i>pode ser positiva, se for colocada em cima de qualidade e intensidade<\/i><\/b><i>, mas pode ser negativa, se n\u00e3o o for. Pessoalmente, prefiro a express\u00e3o &#8220;<\/i><b><i>crit\u00e9rio<\/i><\/b><i>&#8220;, que \u00e9 menos dogm\u00e1tica e mais aberta \u00e0 especificidade do jogo. &#8220;intensidade&#8221; e &#8220;crit\u00e9rio&#8221;\u201d.<\/i><\/p>\n<p style=\"min-height: 12px; text-align: justify;\">De acordo com (Garganta, 2001) <i>\u201ca palavra crit\u00e9rio prov\u00e9m do termo grego &#8211; krino &#8211; que significa separar. <\/i><b><i>Os crit\u00e9rios funcionam como padr\u00f5es que nos permitem identificar, seleccionar e avaliar as coisas<\/i><\/b><i> (Marina, 1997). Em ci\u00eancia os crit\u00e9rios funcionam, a um tempo, como peneira ou separadores e como aglutinadores de sentido, o que faz com que se apresentem como algo paradoxal\u201d. <\/i>Segundo o professor de Neuroci\u00eancia portugu\u00eas Ant\u00f3nio Dam\u00e1sio citado por (Carvalho, 2006), <i>\u201c<\/i><b><i>onde existe uma necessidade de ordem, haver\u00e1 uma necessidade de decis\u00e3o, dever\u00e1 exisitir um crit\u00e9rio para se tomar essa decis\u00e3o<\/i><\/b><i>\u201d.<\/i> Na opini\u00e3o da treinadora Marisa Gomes, em entrevista a (Rocha, 2008) o crit\u00e9rio <i>\u201cd\u00e1 a selectividade. D\u00e1 a orienta\u00e7\u00e3o das escolhas para o lado eficiente. E este lado eficiente \u00e9 o lado valoriz\u00e1vel. E o eficiente valorativo \u00e9 o n\u00f3s estarmos a jogar e sabermos que para ganharmos temos de jogar daquela forma. E que n\u00e3o \u00e9 a quest\u00e3o de ser bonito ou feio. N\u00e3o. \u00c9 a quest\u00e3o de que \u00e9 assim que se joga. \u00c9 assim que somos eficazes\u201d.<\/i><\/p>\n<p style=\"min-height: 12px; text-align: justify;\">O autor (Cardoso, 2006)\u00a0 descreve que <i>\u201cexistem jogadores que s\u00e3o reconhecidos pela sua assertividade t\u00e1ctica,\u00a0<\/i><i style=\"font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;\">pelo seu crit\u00e9rio decisional\u201d<\/i>, para Cardoso \u00e9 uma capacidade <i style=\"font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;\">\u201cde errar pouco nas decis\u00f5es\u201d.<\/i>\u00a0 A treinadora Marisa Gomes citada por (Montenegro, 2008) explica que ter crit\u00e9rio \u00e9 ser selectivo. Assim, o autor (Bou\u00e7as, 2013) sustenta que o <i style=\"font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;\">\u201ccrit\u00e9rio \u00e9 a melhor resposta para cada situa\u00e7\u00e3o que se enfrenta. Quando ambas as respostas s\u00e3o igualmente boas, diferencia os jogadores a velocidade a que as d\u00e3o\u201d. <\/i>Valdano, citado por (Amieiro, 2009), defende <b style=\"font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;\"><i>\u201cque para dirigir o jogo, como para dirigir uma equipa, como para dirigir um clube, antes da experi\u00eancia faz falta crit\u00e9rio\u201d.<\/i> <\/b>De acordo com (Sienosiain, 2009) o treinador argentino Marcelo Bielsa admira jogadores que decidam o jogo com objectividade e crit\u00e9rio. Segundo o t\u00e9cnico argentino, <i style=\"font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;\">\u201co futebolista deve ter racioc\u00edonio, ser inteligente, ter capacidade interpretativa de cada um dos momentos do jogo. A intelig\u00eancia deles n\u00e3o deve ser obrigatoriamente a intelig\u00eancia cultural\u201d.<\/i> Ainda assim, (Sienosiain, 2009) descreve que Bielsa tamb\u00e9m <i style=\"font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;\">\u201caprecia os jogadores que, fora do campo, decidam a sua vida com crit\u00e9rio, porque cr\u00ea que os que vivem sob essa l\u00f3gica tamb\u00e9m o far\u00e3o no futebol. <\/i><b style=\"font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;\"><i>Se pensar j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil, faz\u00ea-lo correndo \u00e9 ainda mais dif\u00edcil<\/i><\/b><i style=\"font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;\">\u201d. <\/i>Por outro lado, (Cerqueira, 2009) evidencia que o crit\u00e9rio tamb\u00e9m surge no comportamento sem bola. Segundo o autor, analisando um determinado modelo de jogo, um <i style=\"font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;\">\u201csub-sub-princ\u00edpio parecia promover regularmente trocas posicionais entre jogadores e <\/i><b style=\"font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;\"><i>movimenta\u00e7\u00f5es com crit\u00e9rio e sentido posicional<\/i><\/b><i style=\"font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;\"> para que se garantisse o \u00abtiming\u00bb certo de resposta ao passe realizado para conclu\u00edrem as jogadas\u201d.<\/i><\/p>\n<div id=\"attachment_1574\" style=\"width: 246px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1574\" class=\"wp-image-1574 size-full\" src=\"http:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/Fernando-Redondo-Allstars-Real-Madrid-v-Allstars-8zDkhYHeIVzl.jpg\" alt=\"O jogador argentino Fernando Redondo marcou o futebol pela sua qualidade t\u00e9cnica, mas principalmente pela qualidade das suas decis\u00f5es.\" width=\"236\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/Fernando-Redondo-Allstars-Real-Madrid-v-Allstars-8zDkhYHeIVzl.jpg 236w, https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/Fernando-Redondo-Allstars-Real-Madrid-v-Allstars-8zDkhYHeIVzl-221x300.jpg 221w\" sizes=\"auto, (max-width: 236px) 100vw, 236px\" \/><p id=\"caption-attachment-1574\" class=\"wp-caption-text\">O jogador argentino Fernando Redondo marcou o futebol pela qualidade das suas decis\u00f5es.<\/p><\/div>\n<p style=\"min-height: 12px; text-align: justify;\">\u00a0Dando um exemplo, e n\u00e3o sendo logicamente uma rela\u00e7\u00e3o linear, (Bou\u00e7as, 2012) descreve que um jogador que remate muito, poder\u00e1 manifestar pouco crit\u00e9rio na sua tomada de decis\u00e3o e na procura de solu\u00e7\u00f5es de finaliza\u00e7\u00e3o melhores para a equipa. Segundo o autor, nestes casos est\u00e3o aqueles <i>\u201cque ainda cr\u00eaem que o jogo est\u00e1 mais nos p\u00e9s que na cabe\u00e7a\u201d.<\/i> Neste contexto, para (Jo\u00e3o Paulo, 2013) em coment\u00e1rio a<i> <\/i>(Bou\u00e7as, 2013)<i>, \u201cjogar com crit\u00e9rio rodeado de gente que joga aleat\u00f3riamente \u00e9 complicado\u2026\u201d<\/i> Este problema surge muitas vezes quando o jogo de uma equipa est\u00e1 demasiado mecanizado, faltando-lhe assim capacidade adaptativa a novas circunst\u00e2ncias e portanto \u00e0 realidade complexa e ca\u00f3tica que o jogo contempla. Assim, quando o comportamento cai fora de determinado padr\u00e3o que os jogadores mecanizam, estes deixam de saber como agir. Nestes casos, a treinadora Marisa Gomes citada por (Montenegro, 2008) defende que os jogadores <i>\u201c<\/i><b><i>n\u00e3o t\u00eam sensibilidade nem crit\u00e9rio<\/i><\/b><i>.\u201d<\/i> Marisa Gomes justifica que <i>\u201ccada vez que uma equipa ou um jogador tem comportamentos mecanizados, est\u00e3o a negar a sua capacidade de ajustamento, a dele e a dos colegas. E um treinador que fa\u00e7a jogadores assim, primeiro est\u00e1 a tirar o crit\u00e9rio de realiza\u00e7\u00e3o dos jogadores, e portanto, \u00e9 ele o \u201cc\u00e9rebro\u201d da equipa. Mas \u00e9 um c\u00e9rebro que n\u00e3o joga. Isto n\u00e3o \u00e9 jogo, jogo enquanto din\u00e2mica emergente e adaptativa\u201d. <\/i>Percebemos assim que, apesar de por necessidade evidente o crit\u00e9rio de resolu\u00e7\u00e3o de cada situa\u00e7\u00e3o de jogo estar condicionado a uma l\u00f3gica de resolu\u00e7\u00e3o colectiva definida pelo modelo de jogo, dever\u00e1 por outro lado ter abertura suficiente para permitir uma resposta inteligente do jogador em resposta adaptativa a novos contextos e permitir ainda que da sua criatividade surjam novas solu\u00e7\u00e3o de sucesso.<\/p>\n<p style=\"min-height: 12px; text-align: justify;\">Numa prespectiva mais simplista, jogar com crit\u00e9rio \u00e9 decidir bem, \u00e9 portanto, jogar bem. Por\u00e9m podemos analisar o crit\u00e9rio sob duas perspectivas. Uma mais geral, procurando um <i>\u201cjogar bem\u201d<\/i> no cumprimento dos princ\u00edpios fundamentais e espec\u00edficos do jogo de futebol descritos em (Queir\u00f3s, et al., 1982), entendimento esse que dever\u00e1 ser comum \u00e0 generalidade das equipas e outro, de maior especificidade, relativo a cada ideia \/ modelo de jogo. Assim, segundo (Lobo, 2006) <i>\u201co jogador \u00e9 livre para agir, mas n\u00e3o pode agir livremente. A sua liberdade acaba quando choca com a ordem colectiva superior que rege o \u00abjogar colectivo\u00bb. Os princ\u00edpios de jogo s\u00e3o, assim, as balizas e os limites dessa liberdade. Se n\u00e3o forem mec\u00e2nicos, standardizados e permanentemente repetidos <\/i><b><i>eles d\u00e3o crit\u00e9rio \u00e0 liberdade e ao talento individual <\/i><\/b><i>que, de outra forma, estaria desenquadrado, n\u00e3o teria ordem e sairia fora do conceito colectivo do \u00abjogar\u00bb, tornando-se in\u00f3cuo e at\u00e9 subversivo em rela\u00e7\u00e3o aos tais princ\u00edpios de jogo\u201d.<\/i> Esta vis\u00e3o \u00e9 partilhada por (Cardoso, 2006) ao referir que <i>\u201c<\/i><b><i>a t\u00e1ctica deve ter\/ser uma refer\u00eancia e um crit\u00e9rio, tornando-se espec\u00edfica de uma forma de jogar<\/i><\/b><i>\u201d.<\/i> Fernando Cardoso explica que <i>\u201cdever\u00e1 existir um crit\u00e9rio que valorize mais umas interac\u00e7\u00f5es em detrimento de outras, para que a solu\u00e7\u00e3o encontrada se situe dentro de uma determinada l\u00f3gica colectiva. Os jogadores ter\u00e3o de possuir um afinador\/crit\u00e9rio que distinga a informa\u00e7\u00e3o e a hierarquize num formato de leitura mais acess\u00edvel num curto espa\u00e7o de tempo. Entre esse turbilh\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o que se encontra no envolvimento, o jogador dever\u00e1 encontrar uma solu\u00e7\u00e3o que fa\u00e7a parte de um projecto colectivo de jogo, com uma determinada l\u00f3gica\u201d. <\/i>Nesta l\u00f3gica, o o autor (Moutinho, 1991) citado por (Silva, 2006) acredita ser importante a an\u00e1lise do jogo de forma a <i>\u201cidentificar e compreender os princ\u00edpios estruturais do jogo, os crit\u00e9rios de efic\u00e1cia de rendimento individual e colectivo, e a adequa\u00e7\u00e3o dos modelos de prepara\u00e7\u00e3o\u201d<\/i>, isto porque a defini\u00e7\u00e3o de objectivos, no quadro do planeamento do treino desportivo decorre, obrigatoriamente, dos crit\u00e9rios de refer\u00eancia para o \u00eaxito na modalidade em causa. Desta forma, Jo\u00e3o Carlos Pereira em entrevista a (Pereira, 2006) defende que <i>\u201ca equipa para jogar bem tem de ter um gui\u00e3o com directrizes muito bem claras e definidas e, <\/i><b><i>toda a gente tem que entender os princ\u00edpios e os crit\u00e9rios bem definidos<\/i><\/b><i> e, a partir da\u00ed, andamos \u00e0 volta disso\u201d.<\/i><\/p>\n<p style=\"min-height: 12px; text-align: justify;\">De forma geral, o autor (Rodrigues, 2009), descreve que <i>\u201cnos tempos que correm parece tornar-se muito comum ouvir que <\/i><b><i>um futebolista de qualidade deve passar por ter a bola e sab\u00ea-la usar com crit\u00e9rio<\/i><\/b><i>\u201d.<\/i> O autor refor\u00e7a que <i>\u201cassim, mais que a posse de bola a utiliza\u00e7\u00e3o criteriosa desta ganha especial relevo nos v\u00e1rios momentos do jogo\u201d.<\/i> Recorrendo a exemplos espec\u00edficos, tentar a progress\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de 2&#215;4+GR \u00e9 na maioria dos casos uma m\u00e1 decis\u00e3o, independentemente do modelo de jogo da equipa. Por outro lado, na situa\u00e7\u00e3o inversa (4&#215;2+GR), ser\u00e1 uma boa decis\u00e3o acelerar a progress\u00e3o, atacando r\u00e1pido, procurando a cria\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o de finaliza\u00e7\u00e3o, mesmo que o modelo da equipa assente em grande posse e circula\u00e7\u00e3o da bola. Caso a situa\u00e7\u00e3o seja bem resolvida pelos atacantes, as probabilidades de sucesso da segunda situa\u00e7\u00e3o ser\u00e3o muito superiores \u00e0s da primeira, na qual o risco de perda da bola \u00e9 demasiado alto. Por outro lado, noutro exemplo simples e abordando o crit\u00e9rio espec\u00edfico a um modelo de jogo, na marca\u00e7\u00e3o do pontap\u00e9 de baliza um guarda-redes de uma determinada equipa decidir\u00e1 bem pela sa\u00edda curta dados os apoios garantidos atrav\u00e9s do posicionamento dos seus companheiros, pois assim tornam elevada a probabilidade de sucesso de uma sequente progress\u00e3o, enquanto para outra equipa esse crit\u00e9rio n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o ajustado uma vez que concentra muitos jogadores junto ao meio-campo, e faltar\u00e3o depois op\u00e7\u00f5es para o segundo e terceiro passe.<\/p>\n<p style=\"min-height: 12px; text-align: justify;\">Deste modo, na \u00f3ptica da tomada de decis\u00e3o sob um referencial colectivo que um modelo de jogo prop\u00f5e, torna-se fundamental para o treinador a defini\u00e7\u00e3o clara desse modelo para que surjam crit\u00e9rios de \u00eaxito \u00e0s decis\u00f5es dos jogadores. Sendo o crit\u00e9rio de \u00eaxito uma ferramenta usual na Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, muitas vezes associado \u00e0 execu\u00e7\u00e3o motora, pode tamb\u00e9m ser aplicado nos Desportos Colectivos, de forma a direcionar os comportamentos dos jogadores em jogo, num determinado sentido que um modelo de jogo aponta.<\/p>\n<p style=\"min-height: 12px; text-align: justify;\">Assim, (Carlos, 2005) conclui que <i>\u201co sucesso de quem dirige uma equipa em rela\u00e7\u00e3o ao insucesso de outros \u00e9 que os primeiros evidenciam maior capacidade para levar os seus atletas a decidirem, fazendo uso da sua percep\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise das situa\u00e7\u00f5es moment\u00e2neas do jogo e n\u00e3o das tomadas de decis\u00e3o de quem est\u00e1 de fora, neste caso o treinador. Treinar exige conduzir o jogador \u00e0 independ\u00eancia futura, <\/i><b><i>consubstanciada num crit\u00e9rio colectivo, a que eu chamo EQUIPA<\/i><\/b><i>\u201d.<\/i><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"min-height: 12px; text-align: center;\">\u00a0<b><i>\u201c(\u2026) com a bola buscava a baliza advers\u00e1ria, tocando-a com paci\u00eancia e crit\u00e9rio, at\u00e9 encontrar o momento e o lugar para acelerar e agredir. Se o advers\u00e1rio cometesse um erro posicional, descobriram-no em cinco toques, se o rival n\u00e3o se deixava distrair, voltavam a come\u00e7ar as vezes que fossem necess\u00e1rias da \u00fanica\u00a0 maneira que se conhece: tocavam a bola para tr\u00e1s e tentavam por outro sector\u201d.<\/i><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Jorge Valdano sobre a equipa do Ajax de Johan Cruyff, citado por (Soares, 2009)<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste artigo\u00a0abordamos a necessidade do crit\u00e9rio no Futebol. Sendo tamb\u00e9m uma das qualidades da tomada de decis\u00e3o de dirigentes e treinadores, aparece aqui, essencialmente associada \u00e0 explica\u00e7\u00e3o do rendimento do jogador de futebol. Assim, procuramos atrav\u00e9s de diversos autores, as suas perspectivas sobre o tema. \u201c\u00c9 incr\u00edvel a harmonia que pode p\u00f4r, numa equipa inteira, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1574,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[407,406],"tags":[141,128,25,57],"class_list":["post-1422","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-conhecimento-do-jogo","category-metodologia","tag-criterio","tag-dimensoes-do-rendimento","tag-supradimensao-tactica","tag-tomada-de-decisao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1422","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1422"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1422\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12145,"href":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1422\/revisions\/12145"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1422"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}