{"id":1401,"date":"2014-07-08T22:03:00","date_gmt":"2014-07-08T21:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/2014\/07\/08\/qualidade-colectiva\/"},"modified":"2019-03-25T18:04:05","modified_gmt":"2019-03-25T17:04:05","slug":"qualidade-colectiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/2014\/07\/08\/qualidade-colectiva\/","title":{"rendered":"Qualidade Colectiva"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"attachment_1534\" style=\"width: 970px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1534\" class=\"wp-image-1534 size-full\" src=\"http:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/2401884_big-lnd.jpg\" alt=\"Brasil x Alemanha 2014\" width=\"960\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/2401884_big-lnd.jpg 960w, https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/2401884_big-lnd-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/2401884_big-lnd-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/2401884_big-lnd-705x397.jpg 705w, https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/2401884_big-lnd-450x253.jpg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><p id=\"caption-attachment-1534\" class=\"wp-caption-text\">Brasil x Alemanha, meia-final do Campeonato do Mundo do Brasil, 2014.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil x Alemanha foi, provavelmente um dos melhores exemplos da hist\u00f3ria recente do jogo, que ilustra a import\u00e2ncia da qualidade colectiva no Futebol. Deixamos uma parte do cap\u00edtulo dedicado ao tema, na qual dois autores relativamente desconhecidos do p\u00fablico em geral t\u00eam vindo a sublinhar a import\u00e2ncia da mesma. Incr\u00edvel como por outro lado, uma industria que move bili\u00f5es de pessoas e consequentemente enormes recursos financeiros, tem como muitos dos seus gestores de topo, treinadores que n\u00e3o percebem o mesmo.Segundo (Bou\u00e7as, 2012), uma ideia que se difundiu durante d\u00e9cadas no Futebol \u00e9 que <i>\u201co jogo n\u00e3o mais, s\u00e3o onze jogadores soltos \u00e0s suas pr\u00f3prias iniciativas individuais. Os carregadores de piano como Jaime Pacheco os designa, a fazer o trabalho \u00e1rduo, a correr por quatro ou cinco, os dois extremos bem abertos e dribladores, sempre com o intuito de ganhar o 1&#215;1 para cruzar para a \u00e1rea, onde um avan\u00e7ado espera finalmente o seu momento para entrar no jogo. A finaliza\u00e7\u00e3o\u201d. <\/i>Para (Amado, 2013), <b><i>\u201co futebol n\u00e3o \u00e9 um jogo de individualidades, e que trabalhadores n\u00e3o servem para compensar craques, nem criativos servem para compensar trabalhadores. Cada ac\u00e7\u00e3o individual s\u00f3 faz sentido colectivamente\u201d<\/i><\/b>. O avan\u00e7ado espanhol Fernando Torres, citado por (Bou\u00e7as, 2012), refor\u00e7a esta ideia tacticamente, explicando que no seu caso, jogando a ponta-de-lan\u00e7a da selec\u00e7\u00e3o espanhola, \u201c<i>\u00e9 preciso ter paci\u00eancia. \u00c9 complicado jogar. Deves fixar o central, \u00e9 um papel secund\u00e1rio, por\u00e9m \u00e9 o melhor para a equipa. \u00c9 um luxo jogar nesta selec\u00e7\u00e3o. Aqui pode acontecer que te contenhas mais na partida e n\u00e3o fa\u00e7as golos, mas \u00e9 o melhor para a equipa. H\u00e1 dias que pensas: \u201cQue partida fiz! Oxal\u00e1 jogue assim sempre.\u201d E ouves cr\u00edticas por todos os lados. E no dia em que est\u00e1s lento, mal e erras, mas marcas dois golos, apla\u00fadem-te. Aprendi a viver com isto.\u201d <\/i>O autor remata, descrevendo que <b><i>\u201cestamos numa era em que perceber o futebol \u00e9 muito mais complexo que o que na realidade parece. H\u00e1 onze jogadores, e todos devem ser respons\u00e1veis por tudo dentro do campo. Uns dias ganhas notoriedade, noutros parece que o jogo te passa ao lado. H\u00e1 \u00e9 que decidir bem a cada instante. Se assim for, a equipa estar\u00e1 sempre mais pr\u00f3xima do sucesso\u201d.<\/i> <\/b>Ainda (Amado, 2013), sublinha que <i>\u201co futebol \u00e9 um jogo de rela\u00e7\u00f5es, um jogo em que \u00e9 melhor n\u00e3o a equipa que tiver os onze melhores especialistas a fazerem o melhor que podem, mas um jogo em que \u00e9 melhor a equipa em que os onze jogadores se compreendem melhor uns aos outros\u201d. <\/i>Amado refor\u00e7a que <b><i>\u201ca qualidade da equipa mede-se essencialmente pela forma como os onze jogadores se relacionam entre si\u201d.<\/i> <\/b>O jogador Belga Jan Vertonghen, citado por (Bou\u00e7as, 2014), testemunha no mesmo sentido ap\u00f3s o confronto com o Benfica de Jorge Jesus em 2014 para a Liga Europa, descrevendo: <i>\u201ctent\u00e1mos reajustar mas <\/i><b><i>o posicionamento deles era melhor<\/i><\/b><i>, jogavam uns para os outros. O Benfica foi melhor em todos os setores e d\u00f3i perceber isso. <\/i><b><i>Individualmente temos tanta qualidade quanto o Benfica mas n\u00e3o como equipa\u201d.<\/i><\/b><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><b><i>\u201cSer um atleta excepcional, ou at\u00e9 genial, \u00e9 sem d\u00favida distinguir-se, pelos primores t\u00e9cnicos, pela intelig\u00eancia t\u00e1ctica e pelo alto rendimento, em rela\u00e7\u00e3o aos demais colegas de equipa, mas \u00e9 tamb\u00e9m estar essencialmente em rela\u00e7\u00e3o com todos eles. Fora desta dial\u00e9ctica de distin\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o, o atleta excepcional n\u00e3o se compreende. A autonomia do singular n\u00e3o constitui um dado absoluto, dado que assim se lan\u00e7aria ao esquecimento a pluridetermina\u00e7\u00e3o do real\u201d.<\/i><\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">(Manuel S\u00e9rgio, 1991) citado por (Neto, 2012)<\/div>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil x Alemanha foi, provavelmente um dos melhores exemplos da hist\u00f3ria recente do jogo, que ilustra a import\u00e2ncia da qualidade colectiva no Futebol. Deixamos uma parte do cap\u00edtulo dedicado ao tema, na qual dois autores relativamente desconhecidos do p\u00fablico em geral t\u00eam vindo a sublinhar a import\u00e2ncia da mesma. 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