{"id":1366,"date":"2016-05-10T15:09:00","date_gmt":"2016-05-10T14:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/2016\/05\/10\/free-kids-ii\/"},"modified":"2016-06-06T17:30:14","modified_gmt":"2016-06-06T16:30:14","slug":"free-kids-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sabersobreosabertreinar.pt\/index.php\/2016\/05\/10\/free-kids-ii\/","title":{"rendered":"Free the Kids II"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O jornal Expresso publicou um artigo, contendo v\u00e1rias\u00a0opini\u00f5es sobre o &#8220;<i style=\"font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;\">ensino dom\u00e9stico&#8221; <\/i>enquanto alternativa ao tradicional ensino escolar.<br \/>\n<i style=\"font-family: 'trebuchet ms', sans-serif;\"><br \/>\n<\/i><a href=\"http:\/\/expresso.sapo.pt\/sociedade\/2016-03-13-Viver-e-aprender-sem-ir-a-escola\">http:\/\/expresso.sapo.pt\/sociedade\/2016-03-13-Viver-e-aprender-sem-ir-a-escola<br \/>\n<i style=\"font-family: 'trebuchet ms', sans-serif;\"><br \/>\n<\/i><\/a>Ap\u00f3s publicarmos o video sobre a eventual amea\u00e7a \u00e0 &#8220;liberdade&#8221; que as crian\u00e7as vivem na sociedade actual em <a href=\"http:\/\/www.sabersobreosabertreinar.com\/2016\/03\/free-kids.html\">www.sabersobreosabertreinar.com\/2016\/03\/free-kids.html<\/a>, este artigo refor\u00e7a o problema. No m\u00ednimo devemos reflectir sobre algumas ideias que descrevem a aprendizagem de crian\u00e7as na aus\u00eancia do meio escolar.&#8221;&#8221;<i style=\"font-family: 'trebuchet ms', sans-serif;\">At\u00e9 a\u00ed, Simone tinha aptid\u00e3o para as letras (come\u00e7ou a escrever as primeiras linhas aos 3 anos). Com as aulas, que nem eram di\u00e1rias, a m\u00e3e come\u00e7ou a reparar que a menina parecia estar a ganhar \u201crelut\u00e2ncia\u201d a algo que gostava. \u201c<b>Quando me pergunta qual \u00e9 aquela letra eu n\u00e3o vou negar a resposta \u00e0 crian\u00e7a&#8230; Eles come\u00e7am e n\u00f3s apoiamos. Ela come\u00e7ou a escrever coisas muito interessantes com letras mai\u00fasculas de ouvido. Ouvia, juntava e escrevia<\/b><\/i>&#8220;.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i style=\"font-family: 'trebuchet ms', sans-serif;\">&#8220;\u201cA n\u00edvel emocional s\u00e3o muito seguros de si e t\u00eam uma auto estima muito boa, s\u00e3o muito sinceros, espont\u00e2neos e nada envergonhados. N\u00e3o pensam que t\u00eam de fazer as coisas para agradar aos outros, para fazer boa figura ou porque v\u00e3o ser avaliados. Conhecem os seus pr\u00f3prios limites e param quando sentem que os est\u00e3o a ultrapassar, sem para isso necessitarem de castigos, amea\u00e7as ou coer\u00e7\u00e3o\u201d, conta a antiga professora. Timo \u201cdevora livros\u201d.\u00a0Por dia l\u00ea pelo menos dois. Agnes acredita que talvez o gosto pela leitura n\u00e3o fosse tanto, se o filho andasse na escola. \u201cAprendem muita coisa. <b>Talvez os outros tamb\u00e9m aprendam, mas aprendem pela repeti\u00e7\u00e3o e memoriza\u00e7\u00e3o, por medo de m\u00e1s notas e pela press\u00e3o de pais e professores. No ensino dom\u00e9stico, as crian\u00e7as t\u00eam a possibilidade de aprender por motiva\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca. A maioria das crian\u00e7as da idade deles n\u00e3o gostam e ler<\/b>\u201d, acrescenta.&#8221;<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i style=\"font-family: 'trebuchet ms', sans-serif;\">&#8220;L\u00e1 para as 6h da manh\u00e3, os mi\u00fados j\u00e1 est\u00e3o a p\u00e9. Acordam cedo e cheios de \u201cinspira\u00e7\u00e3o e vontade de fazer mil e uma coisas\u201d. Passeiam pelo rio e o mato. Trepam \u00e0s \u00e1rvores e mergulham nas \u00e1guas. Em casa, \u201cbrincam muito, constroem legos e ajudam na horta\u201d. Um dia na vida de Timo e David n\u00e3o tem espa\u00e7os em branco.\u00a0Na aldeia, j\u00e1 todos sabem que os dois andam sempre por perto. \u201c<\/i><i style=\"font-family: 'trebuchet ms', sans-serif;\"><b>Eles veem a vida real: nos correios s\u00e3o eles que p\u00f5em os selos e no caf\u00e9 v\u00e3o ter com a padeira para ver como se faz o p\u00e3o, ajudam o moleiro a fazer a farinha&#8230; S\u00e3o muito amados e mimados por toda a gente, pois s\u00e3o os \u00fanicos que andam por l\u00e1 enquanto todos os outros est\u00e3o fechados na escola<\/b><\/i><i style=\"font-family: 'trebuchet ms', sans-serif;\">\u201d.\u00a0Agnes n\u00e3o prende os filhos e garante que se alguma vez lhe pedirem para irem \u00e0 escola, ir\u00e3o. Mas por agora nem Timo nem David parecem interessados. \u201cCoitados dos outros meninos, est\u00e3o ali o dia todo presos, sem poderem fazer o que querem\u201d, dizem os irm\u00e3os. \u201cDizem-me que quando crescerem querem ser exploradores multifacetados, o que na realidade j\u00e1 s\u00e3o. Exploram o mundo real diariamente, em todas as suas vertentes\u201d, conta a m\u00e3e.&#8221;<\/i>Noutro <a style=\"font-family: 'trebuchet ms', sans-serif;\" href=\"http:\/\/expresso.sapo.pt\/sociedade\/2015-12-15-Esquecam-tudo-o-que-aprenderam-na-escola-sobre-Matematica\" target=\"_blank\">artigo<\/a>, o matem\u00e1tico Edward Frenkel alinha-se na mesma perspectiva. Segundo ele, <i style=\"font-family: 'trebuchet ms', sans-serif;\">\u201cmuita gente tem uma rela\u00e7\u00e3o traum\u00e1tica com a Matem\u00e1tica. Uma das raz\u00f5es tem a ver com o facto de o ensino da Matem\u00e1tica, tal como \u00e9 feito na grande maioria das escolas, <b>dar demasiado \u00eanfase \u00e0 resposta. Em vez de se encorajar os nossos alunos a serem curiosos e a procurarem a resposta, n\u00f3s exigimos que eles a d\u00eaem. O ensino baseia-se quase exclusivamente em testes e em ver em quem \u00e9 mais r\u00e1pido a encontrar a resposta.<\/b> E muitos sentem-se embara\u00e7ados e inferiores porque n\u00e3o conseguem faz\u00ea-lo. Essa dor fica. At\u00e9 podem depois n\u00e3o se lembrar do incidente concreto, mas o trauma ficou l\u00e1&#8221;. <\/i>Este testemunho refor\u00e7a ainda a ideia transmitida no nosso\u00a0artigo sobre a intensidade, particularmente o caminho educativo e consequentemente social que estamos a adoptar, no qual se coloca em causa a autonomia, a criatividade, a intelig\u00eancia e a individualidade em troca da mecaniza\u00e7\u00e3o, da rapidez n\u00e3o pensada, da estandardiza\u00e7\u00e3o.Agravando tudo isto, temos ainda o\u00a0crescente\u00a0comportamento negativo de muitos pais&#8230;<br \/>\n<i style=\"font-family: 'trebuchet ms', sans-serif;\"><br \/>\n<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" style=\"border-style: none; font-family: 'trebuchet ms', sans-serif; overflow: hidden; text-align: center;\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FMundoDeportivo.com%2Fvideos%2Fvb.55164645762%2F10154164070255763%2F%3Ftype%3D3&amp;show_text=0&amp;width=450\" width=\"450\" height=\"315\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornal Expresso publicou um artigo, contendo v\u00e1rias\u00a0opini\u00f5es sobre o &#8220;ensino dom\u00e9stico&#8221; enquanto alternativa ao tradicional ensino escolar. http:\/\/expresso.sapo.pt\/sociedade\/2016-03-13-Viver-e-aprender-sem-ir-a-escola Ap\u00f3s publicarmos o video sobre a eventual amea\u00e7a \u00e0 &#8220;liberdade&#8221; que as crian\u00e7as vivem na sociedade actual em www.sabersobreosabertreinar.com\/2016\/03\/free-kids.html, este artigo refor\u00e7a o problema. 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